Um homem de 32 anos, que residia em São Paulo, foi preso no Castelinho, em Piracicaba, nesta sexta-feira (17). Ele é acusado de aplicar vários golpes na cidade, de acordo com apurações dos policiais civis da 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais) da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais). No esquema, ele exerceria a função de “célula compra”, ou seja, faria compras nos estabelecimentos usando cartões bancários de vítimas. Ele recebia como “pagamento” 10% do valor da compra realizada. O acusado já tinha feito R$ 43 mil em compras de celulares em Piracicaba. O suspeito não tinha antecedentes criminais.
Durante a investigação, os policiais constaram que vários golpes aplicados no município tinha o mesmo modo de atuação, ou seja, as vítimas escolhidas de maneira aleatória, recebiam telefonema de pessoa que se passava por gerente do banco e as informava que se cartão havia sido clonado, sendo necessário que este fosse bloqueado junto ao banco. O golpista alegava ainda que um motoboy seria enviado até a residência da vítima por conta do banco, para retirar o cartão e levá-lo até a agência, onde supostamente seria bloqueado.
Em seguida, a vítima era ainda induzida para que fornecesse a senha do cartão a ser cancelado, sendo que então um motoboy dirigia-se até a residência da primeira e então retirava o cartão, entregando ao estelionatário que efetuava diversas compras, realizava saques, causando prejuízos financeiros à vítima induzida a erro, ante a conversa fraudulenta via telefone.
Nesta sexta-feira, a Polícia Civil soube que ele havia aplicado os golpes anteriores, estaria novamente na cidade, inclusive, que acabara de entrar em um hipermercado no bairro Castelinho.
Os policiais da DIG estiveram no estabelecimento e localizaram o suspeito. Assim que ele percebeu a aproximação da equipe, ele jogou o cartão de uma vítima debaixo de veículos estacionados nas imediações e abordado em seguida.
Ele teria informado que acabara de realizar a
compra de dois telefones celulares no valor de R$ 9 mil utilizando o
cartão bancário de uma vítima, mas foi detido pelos policiais
antes que conseguisse retirá-los,
Alegou ainda, que sua função
era a de “célula compra”, ou seja, aquele responsável por
receber o cartão do motoboy e dirigir-se até estabelecimentos
comerciais para comprar itens já definidos por outros golpistas que
também atuam na mesma ação criminosa. O abordado confessou que
recebia 10% do valor de cada compra efetuada com sucesso.
OUTROS
CASO
Após a prisão, constatou-se ainda que o suspeito já
havia agido e aplicado o mesmo golpe neste estabelecimento por duas
vezes, realizando compras no valor de R$ 16 mil e R$ 18 mil –
também em aparelhos celulares
A investigação continuará a
ser realizada pela Deic na tentativa de identificar outros envolvidos
no esquema.
Cristiani Azanha
crisazanha@jpjornal.com.br