08 de julho de 2026

Governo quer triplicar volume número de diagnósticos da covid-19

Por edicao_jp |
| Tempo de leitura: 2 min

O Governo do Estado de São Paulo informou ontem a realização de pouco mais de 602 mil testes para identificação do coronavírus em pacientes com suspeita de covid-19 nas cidades paulistas. A meta do governo para as próximas semanas é ampliar ainda mais o número de exames e triplicar o volume de diagnósticos em todo o território estadual.

A Secretaria da Saúde confirmou 602.384 exames realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e por laboratórios e hospitais privados. Até o dia 15, foram testados 525.666 pacientes com sintomas leves de síndromes gripais e outras 76.718 pessoas internadas com suspeita de covid-19. São Paulo registrava 181.460 casos confirmados da doença até a última segunda.

A testagem em massa é um dos mecanismos mais importantes para reduzir a velocidade de contágio do coronavírus. Assim que o paciente é diagnosticado como caso positivo, ele é isolado e também há monitoramento das pessoas com quem teve contato, permitindo a checagem de novos casos suspeitos com o surgimento de sintomas como tosse seca, febre e falta de ar.

O coordenador do controle de doenças da Secretaria de Estado da Saúde, Paulo Menezes, disse que o Estado continua investindo na ampliação da testagem e está distribuindo 250 mil kits para que os municípios aumentem o volume de pacientes testados.

Segundo ele, a iniciativa é importante porque fortalece medidas de vigilância, isolamento e monitoramento.

Menezes acredita que, nas próximas duas semanas, o volume de testes PCR [exame com coleta de amostras no nariz e na boca] na rede laboratorial vai aumentar significativamente e a perspectiva é que triplique o número de testes por dia dedicados ao SUS (Sistema Único de Saúde) nas próximas semanas.

O coordenador executivo do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo, João Gabardo explicou a importância de diferenciação entre os resultados de exames do tipo PCR e os chamados testes rápidos, que são feitos geralmente com a coleta de uma pequena amostra de sangue.

O primeiro serve para confirmar ou não se a pessoa está com o coronavírus, enquanto que o segundo serve para determinar se o paciente já foi contaminado no passado e agora possui anticorpos contra o organismo causador da covid-19.

Beto Silva