Após o alto número de moradores infectados e a mortes por covid-19 registradas na semana passada, o Lar dos Velinhos redobrou os cuidados com a segurança e a higienização dos moradores, funcionários e visitantes do local. O coordenador de Vigilância em Saúde, Moisés Taglietta, da VE (Vigilância Epidemiológica), na qual fazem um trabalho em conjunto com o Lar falou sobre os cuidados.
“O uso de máscaras passou a ser obrigatório em todas as partes do estabelecimento, além de ser indispensável o uso do álcool em gel. Quem entrar no lar também passa por um purificador. Dentro do local, os funcionários e visitantes também devem usar um pano com hipoclorito de sódio para higienizar os pés”, explicou Taglietta.
Os funcionários também estão mais preparados para enfrentar a pandemia, já que todos possuem EPIs (equipamento de proteção individual) completos, quem vem com máscara, gorro, avental e luvas. Taglietta disse que os pacientes infectados estão separados dos demais, com uma equipe especial para esse caso.
“Os cuidados com os infectados (diagnosticado com o covid-19) é uma equipe específica, já que as equipes que cuidam dos pacientes sem o vírus não se misturam, além de ter toda a paramentação, que é um pouco mais pesada que os outros”, disse o coordenador, ressaltando que esse equipamento é composto por máscaras n95, com proteção facial, e avental de pelo menos 30 gramatura.
Em relação a vigilância, Taglietta disse que ela é diária. “Estamos fazendo alguns testes, colhendo exames de laboratório e estamos verificando de perto as medidas que eles estão tomando para podermos controlar a epidemia lá dentro”. Por fim, ele falou sobre as visitas, que continuam suspensas para as áreas restritas, além de tomarem medidas mais rígidas para os chalés.
“As visitas já estavam suspensas algum tempo para as áreas restritas, que eram as dos pavilhões e agora tomaram algumas medidas mais rígidas para os chalés, que são as áreas externas do lar, que não são institucionalizadas igual os pavilhões. O espaço é diferente, mas acaba tento interação, portanto temos que começar a limitar também esse outro lado”, completou Taglietta.
Mauro Adamoli
Foto: Amanda Vieira/JP
Vídeo: Claudinho Coradini/JP