Cerca de 120 pessoas de diferentes movimentos sociais participaram ontem de um ato antifascista na praça José Bonifácio, no Centro de Piracicaba. Na avaliação dos organizadores, a manifestação ocorreu de forma pacífica, sem danos ao patrimônio público.
Com faixas e frases de ordem contra os governos federal e municipal o coletivo de estudantes de rede pública, grêmios estudantis, coletivos universitários e movimento feminista percorreram pontos da praça. A polícia acompanhou o ato à distância e não houve confrontos.
“Foi muito tranquilo, totalmente pacífico, nada quebrado só gritos de fora Bolsonaro, fora Barjas e pedidos de democracia”, afirmou um dos participantes.
A deputada estadual Professora Bebel (PT) criticou o deputado Douglas Garcia (PSL), acusado de compilar uma lista com mil nomes de pessoas classificadas por ele como antifascistas. Na lista, constam quatro moradores de Piracicaba.
“O direito à livre opinião e manifestação está assegurado na Constituição Federal e é basilar em um regime democrático. Ao expor nomes, fotos e outras informações de pessoas que lutam em defesa da democracia, entre elas muitas professoras e professores, dirigentes sindicais, lideranças populares e também cidadãos e cidadãs comuns, classificando-as como terroristas, o deputado coloca em risco a integridade física dessas pessoas e comete um grave crime contra o estado democrático de direito. Ele também ataca o direito à privacidade, igualmente assegurado na Constituição Federal”, afirmou a deputada.
Segundo ela, a atitude do parlamentar é autoritária e vem justamente quando o governo do presidente Jair Bolsonaro, perde credibilidade e sustentação política e social e que o próprio deputado se vê envolvido em investigação federal sobre o chamado “gabinete do ódio” montado para intimidar adversários políticos e criar instabilidade no país.
O deputado negou ontem a autoria da lista e atribuiu o dossiê a um grupo terrorista que age na Capital.
Beto Silva