A quatro dias para o término do contrato com a Via Ágil – empresa responsável pelo transporte público na cidade - a Prefeitura de Piracicaba ainda não sabe quem assumirá o serviço a partir do próximo sábado. O Centro de Comunicação Social informou ontem que a prefeitura está recebendo propostas.
O CCS adiantou que será feito um contrato emergencial com prazo de vigência de seis meses. Questionada se o preço atual da tarifa (R$ 4,90) será mantido, a prefeitura respondeu que não é possível garantir o valor, uma vez que ainda aguarda as propostas de empresas interessadas.
O presidente da Câmara de Vereradores, Gilmar Rotta (Cidadania), cobrou ontem mais informações sobre a rescisão e os planos da administração municipal para manter o serviço à população.
Em requerimento protocolado no Legislativo e em ofício encaminhado ao prefeito Barjas Negri (PSDB), Rotta questiona as razões apresentadas pela Via Ágil para decretar o fim da prestação do serviço em Piracicaba e se há plano emergencial a ser adotado pela prefeitura para atender a população que depende do transporte público.
O parlamentar pediu cópia do distrato firmado entre a empresa e a prefeitura, e informações sobre as condições exigidas pelo Executivo para que o contrato fosse rompido de forma amigável, ‘uma vez que a nota divulgada pelo governo informa que as partes já conversavam desde o início de março sobre o agravamento da crise financeira da empresa’.
Rotta quer saber também quando a Semutran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) foi informada de que a Via Ágil atravessava problemas de gestão operacional e financeira e pediu cópia do estudo elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), contratada pela pasta para apurar os créditos e as dívidas da empresa com o município.
No requerimento, Gilmar Rotta pergunta à prefeitura qual será a modalidade de escolha da nova empresa que irá operar na cidade, "considerando que se trata de um serviço essencial e que deve ser recomposto urgentemente". "Haverá ampliação das linhas e do número de veículos disponibilizados pela nova empresa de transporte público?", questionou o vereador.
O presidente solicitou informações quanto o tempo total em que a empresa esteve à frente do transporte coletivo em Piracicaba; se também atua, ou já prestou o serviço, em outros municípios; qual o valor do subsídio mensal que vinha sendo pago pela Prefeitura à empresa e quantas linhas de ônibus operam atualmente na cidade.
Beto Silva