A loja ou ponto de venda (PDV) ou point of sale, em inglês, é um conceito praticado desde a economia mercantilista e o desenvolvimento das cidades da Idade Média. Naquela época, os comerciantes já buscavam as melhores ruas para expor seus produtos e, como meio de comunicação, utilizavam os gritos para disputar espaço com outros mercadores e comercializar seus produtos. O PDV refere-se à identidade visual de sua loja desenhada como uma ponte entre produto/marca e cliente. Compreende-se como PDV qualquer estabelecimento comercial que ofereça serviços e produtos criados para proporcionar uma experiência de percepções sensoriais, visuais e olfativas que estimulem o prazer de consumir, o que leva o consumidor à decisão de compra. Há certos detalhes que auxiliam nesse processo decisório, como jogo de luzes, decoração, nível de conforto, climatização, música leve e discreta, perfume que encanta o consumidor, entre outros que criam uma energia positiva nesse espaço. A nova realidade precipitada pelo coronavírus e as alterações no comportamento de consumo exigem um repensar sobre como trabalhar esse local na pós-pandemia. O comportamento de compra das novas gerações reflete a necessidade de elas gastarem menos tempo com atividades menos gratificantes. Portanto, as alternativas mais convenientes de canais ou serviços, como e-commerce, delivery, pick up e suas combinações e assemelhados, surgiram naturalmente e permitiram aos jovens terem mais tempo disponível para as redes sociais ou para estarem juntos ou, ainda, em outras atividades. Ao longo do tempo, à evolução do PDV foram incorporadas novas atribuições, entre elas, ponto de relacionamento, de experiência, de informação, de serviços, de solução, de educação, como transformações naturais impostas pelos novos cenários e pela evolução digital. Nesse contexto, atribui-se ao tradicional PDV a designação de PDX como uma agregação cada vez mais de funções e atividades para muito além de simplesmente expor e vender produtos. Os formatos de lojas mais básicos, entre eles, clubes de atacado, atacarejo, hard discounts e outros, podem ser considerados como exemplos de PDX, mesmo com sua concepção original de simplesmente vender produtos. Com o oferecimento de serviços adicionais a seus clientes, diferenciam seus PDVs, uma vez que tais serviços lhes agregam valores. As empresas Assaí, Dia e Atacadão, exemplos de atacado, atendem às novas demandas dos consumidores na nova realidade, precipitada pelo vírus e o comportamento de consumo profundamente alterado pela emergente realidade com ações de PDX. O isolamento necessário reeducou consumidores para o uso de alternativas de canais físicos e virtuais, assim como mostrou a facilidade de utilizá-los ao comprar. O crescimento marcante do e-commerce, do delivery e de outras variantes no atual momento em que vivemos se transformou num elemento de grande importância. Ademais, determina perdedores e vencedores, e isso redefine a estrutura e as estratégias de canais e serviços oferecidos. Quem estava à frente ganha market share, quem estava atrasado, corre atrás do prejuízo. O pequeno supermercado, a farmácia, a loja de eletrodomésticos e a padaria do interior ou das regiões urbanas maiores também passaram a receber pedidos pelo telefone e o WhatsApp, bem como a fazer entregas, o que poupa o consumidor de se deslocar e se expor. Os que não fizeram isso, lançaram seu próprio e-commerce e/ou se integraram num marketplace das marcas mais bem posicionadas. Fica claro que novos hábitos e atitudes foram incorporados, e, mesmo que haja alguma reversão, a realidade de como fazer a distribuição foi alterada. Tudo o que se fazia no passado no PDV deve ser repensado sob a ótica de um consumidor que evoluiu no sentido de considerar o tempo como fator escasso em relação a outras atividades que possam gerar momentos mais prazerosos.