09 de julho de 2026

Adpesp solicita plano de contingência à Polícia Civil

Por edicao_jp |
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Um plano de contingência para os policiais civis paulistas, diante do agravamento da crise causada pelo Covid-19 foi proposta pela Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) à DGP (Delegacia Geral de Polícia).

De acordo com o presidente da entidade Gustavo Mesquita Galvão Bueno, o estado de São Paulo lidera o número de infectados e óbitos pelo novo coronavírus, sendo 12.841 e 928, respectivamente e contabilizados até sexta-feira (17). Grande parte das vítimas tinha idade igual ou superior 60 anos.

A associação entende ser urgente a criação do plano de contingência, uma vez que os policiais continuam exercendo suas atividades normalmente, dada a natureza do trabalho, e expostos à contaminação pelo Covid-19. Ressalta-se que diante de um eventual avanço da doença entre os policiais civis, a segurança pública poderá entrar em colapso.

“Reconhecemos a dificuldade em lidar com um problema dessa magnitude, bem como os esforços da Delegacia Geral em propiciar condições adequadas aos policiais civis. Nosso objetivo é levar ao conhecimento da cúpula da segurança as demandas que diuturnamente nos chegam, por meios de nossos canais de apoio, e contribuir com propostas para que juntos conseguíamos vencer essa crise” esclarece Bueno.

A Adpesp informou que a Polícia Civil do estado de São Paulo não tem condições de adiar o enfrentamento das consequências disso. A Polícia Civil precisa, urgentemente, de infraestrutura e equipamentos para proteger seus policiais

A Adpesp também solicita que o governo adote medidas mais drásticas em relação aos atendimentos realizados em delegacias em todo o estado.

No ofício protocolado recentemente pela associação, A Adpesp defende a restrição do atendimento ao público ao mínimo possível, permitindo registro presencial apenas de crimes graves e flagrantes. Os demais, já registráveis pela Delegacia Eletrônica, não devem ser, em nenhuma hipótese, elaborados em Delegacias. “Dessa forma, garantiríamos a proteção dos policiais e dos cidadãos, já que o ambiente das unidades policiais pode ser um vetor de contaminação”, analisa Mesquita.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) foi procurada, mas não retornou o contato realizado até o fechamento desta edição.

Cristiani Azanha

crisazanha@jpjornal.com.br