10 de julho de 2026

Site que fazia vendas falsas de álcool 70% é bloqueado após atuação do CyberGaeco

Por edicao_jp |
| Tempo de leitura: 2 min

Um site que usava indevidamente o nome de fabricante de álcool em gel foi retirado do ar pelo CyberGaeco (braço do Ministério Público de São Paulo para crimes cibernéticos), que conseguiu, em menos de 24 horas, bloquear uma página virtual (www.alcool-santa-cruz.webnode.com) que aplicava golpes em consumidores por meio de anúncios para a venda de álcool 70%, máscaras sanitárias e luvas. Os golpistas simulavam a venda desses produtos utilizando o nome da Álcool Santa Cruz, com sede em Guarulhos, mas recebiam o dinheiro e não entregavam o produto. O MP-SP informou que a apuração continua em andamento e não antecipou se haviam vítimas da região.

Segundo o MP, após o recebimento de notícia criminal sobre o site, os promotores conseguiram o bloqueio do site, pois os criminosos tentaram criar novo site (alcool-santa- criuz-ltda.webnode.com), porém o MP-SP novamente obteve a derrubada da página, apesar de a mesma ter sido registrada na Suíça.

O promotor do Gaeco de Piracicaba Alexandre de Andrade Pereira orientou que assim como qualquer outra compra pela internet é necessário retomar alguns cuidados. É importante verificar a reputação da empresa em sites de reclamação", afirmou o promotor.

Segundo ele, caso a pessoa tenha sido enganada é possível realizar reclamação ao Procon e também ao Ministério Público por meio dos canais já informado. Dá também em muitos casos para cancelar a operação junto à empresa de cartão de crédito

DENÚNCIAS

O MP-SP, informou em nota, que por meio do CyberGaeco, continua priorizando suas ações para potencializar as medidas técnicas da área de saúde contra a propagação do novo coronavírus. Denúncia sobre venda extorsiva, golpes e crimes por meios cibernéticos envolvendo a pandemia podem ser encaminhados por e-mail para cybergaeco@mpsp.mp.br.

Recentemente, equipes da Fundação Procon-SP, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado, estiveram entre 16 e 23 de março em 449 estabelecimentos comerciais, como farmácias, supermercados, hipermercados e outras lojas, no Estado de São Paulo, com objetivo de verificar os preços praticados nas vendas ao consumidor final dos produtos álcool em gel e máscaras de proteção individual.

Na capital foram visitados 126 locais e no interior, 323. Do total de estabelecimentos visitados, 346 (94 na capital e 252 no interior) foram notificados a apresentar ao Procon-SP as notas fiscais de compra de ambos os produtos junto aos fornecedores e as notas fiscais de venda ao consumidor final, no período de janeiro a março, para comparação e verificação de eventual aumento abusivo sem justa causa.

Os demais estabelecimentos não comercializavam os citados produtos no período de comparação. A operação continua tanto na capital quanto no interior, atendendo também denúncias encaminhadas pelos consumidores. No interior, a cidade fiscalizada mais próxima da região foi Campinas.

Cristiani Azanha

crisazanha@jpjornal.com.br