09 de julho de 2026

Jovens se mobilizam nas redes para ajudar idosos na pandemia

Por edicao_jp |
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Gabriel ajuda o pai na empresa e é incentivado pela família a ajudar o próximo. (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

Gestos como um abraço e dar as mãos com a pandemia da Covid-19 não são recomendados, mas ainda assim, a solidariedade e as redes sociais podem aproximar as pessoas. Em Piracicaba um jovem de 17 anos se prontificou pelo Facebook a ir ao supermercado e à farmácia uma vez por semana para idosos e pessoas em grupo de risco, sem cobrar.


“[…] Eu me ofereço para ir uma vez por semana para você ao mercado, é só fazer uma listinha, já que não faço parte da classe de risco, não cobrarei nada por isso, pode me chamar no Facebook mesmo, só não saia de casa, isso vai passar se todos tivermos cautela, posso buscar seus remédios na farmácia e no posto também”, diz a publicação no perfil de Gabriel de Souza Galvão, que espera que outras pessoas repitam o ato, o que já começou com o jovem compositor Pedro Emanoel Hubert da Cruz, 19.


“Quem tomou a iniciativa foi o Gabriel, mas acabei pensando [que], quanto mais pessoas se ajudarem, melhor, daí também me disponibilizei. […] Tem idoso que não tem alguém próximo para buscar uma coisa pra eles, algum medicamento, alimento”, explica Pedro.


Menino tímido que ajuda o pai na empresa da família para instalar churrasqueiras, desde pequeno, Gabriel é incentivado pela família a ajudar o próximo. Sua proximidade com os avós na infância também contribui para querer ajudar aqueles que, neste momento, estão em maior risco se infectados pelo novo coronavírus.

Por não estar no grupo de risco, jovem se dispõe a fazer compra para outras pessoas. (Crédito: Claudinho Coradini/JP)


Em meio à entrevista, o pai de Gabriel, Valter César Galvão, 49, lembra ainda que outro episódio na vida do jovem, há aproximadamente seis meses, também o fez querer tomar essa iniciativa. Após bater o carro do pai, Gabriel faz serviço comunitário por três meses. No Viveiro de Mudas, onde trabalhou, conheceu e criou carinho por diversos senhores e senhoras.


“Ele sempre foi de ajudar, não é porque é meu filho, mas hoje a gente vê a moçadinha [que] vê alguém pegando alguma coisa pesada e não está nem aí, ele não, se ver que caiu alguma coisa, corre pegar”, comenta a mãe, Kátia Cristina de Souza Galvão, vendedora na empresa da família.


Kátia também lembra dos cuidados com a higiene que Gabriel e as demais pessoas que tomarem a iniciativa deverão tomar. As recomendações sanitárias do Ministério da Saúde para a prevenção do novo coronavírus é de lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou desinfetar as mãos e superfícies com álcool em gel, além de evitar aglomerações.


“Você ajuda, você é ajudado, mas tem que ser de coração, se não, não adianta. Fazer por esforço, aí vai pesar pra você mesmo”, reflete o pai de Gabriel, César Galvão.

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Andressa Mota

andressa.mota@jpjornal.com.br