O pastor belga de malinois Eagle, da Polícia Civil tem apenas dez meses de adestramento e já atuou em duas localizações de drogas, que resultaram em prisões de acusados de tráfico de drogas. Geralmente, os cães preparados para a identificação de entorpecentes atuam depois de aproximadamente dois anos de adestramento.
O investigador da Dise, Marcelo Oliveira foi o idealizador do uso do cão nos trabalhos da delegacia especializada, que atua nos 11 municípios atendidos pela Delegacia Seccional de Piracicaba. A unidade é a única delegacia especializada entre os 52 municípios do Deinter-9 (Departamento da Polícia Judiciária do Interior), que passou a ter um cão de faro, que será usado pela Polícia Civil.
“Eagle é um cão muito jovem e com pouco tempo de adestramento, mas já demonstra uma extrema aptidão para esse tipo de trabalho. Ele está preparado para localizar entorpecentes tanto no mato, terra, interior de carro, bagageiro de ônibus, caminhão, galinheiro, área alagada, residência, em condições diversas, tanto drogas enterradas, no solo ou em partes alta, como telhados, por exemplo”, explicou Marcelo.
Segundo ele, o adestramento do cão está sendo direcionado para busca de entorpecentes visando prender traficantes. “Esperamos que ele fique ainda mais afiado e localize drogas em todos os ambientes que as estiverem homiziadas”, comentou o policial.
“TRABALHOS”
A primeira atuação em situação real com o Eagle ocorreu no dia 29 de janeiro deste ano. O malinois ajudou na localização de 630 porções de maconha, crack e cocaína, que estariam na residência de dois acusados de envolvimento com o tráfico de drogas. As abordagens ocorreram em dois endereços, no Jardim Vitória.
Outra ação ocorreu no dia 18 de fevereiro. Naquela ocasião, ele atuou na localização de tijolos de maconha e um pedaço da mesma droga, que estavam escondidos dentro de uma casa de cachorro e em uma área verde extensa, no bairro Javari 2, em Piracicaba.
A iniciativa de usar o cão foi particularmente dos policiais da Dise que assumiram o compromisso de manter o cão, sendo os todos os gastos cobertos pelos próprios policiais mediante rateio e patrocínio de voluntários, não havendo nenhum veículo financeiro da aquisição e manutenção do cão com a instituição Polícia Civil.
Cristiani Azanha
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