Com o retorno e inserção de muitas crianças e adolescentes às escolas, cabe aos pais e educadores reflexões diante da realidade atual que vivemos, em que a ética e a moral passam por crises com a ascensão do uso de drogas, que podem levar à dependência. O consumo tem aumentado e a cada dia, crianças e adolescentes estão rumo a seus primeiros passos as essas escolhas que podem promover destrutividade, se não forem redirecionadas.
As drogas sempre estiveram presente na sociedade, porém evoluiu de mascarada para escancarada, e ainda vinculadas aos poderes econômicos e a sensação de prazer, tornando sua eliminação muito difícil. Os jovens pertencentes às diferentes classes e contextos sociais estão expostos e sujeitos direta ou indiretamente a situações de risco, realidade presente nos diversos contextos, como na escola, família, festas, amigos próximos.
Além de levar conscientização aos leitores, é necessário estimular uma reflexão sobre esse tema de vasta complexidade, para que cada indivíduo possa encontrar formas de colaborar com a prevenção e ou reabilitação, se despindo dos preconceitos, para melhor compreender esse fenômeno.
As drogas desencadeiam efeitos psíquicos que tendem a promover o prazer, e não se restringem às substâncias ilegais, mas também substâncias lícitas, como álcool, cigarro, anfetaminas, antidepressivos, solventes, de fácil acessibilidade, em lojas, supermercados e farmácias.
A cada descoberta do prazer que uma substância pode causar, estimula-se a divulgação para os demais indivíduos, por meio do “boca a boca”, conquistando assim, mais usuários. Percebe-se que mesmo com as diversas campanhas desconstruindo o uso das drogas e toda a informação a respeito das graves consequências que elas podem desencadear, o número de usuários e dependentes aumenta a cada nova pesquisa e por fatores diversos que envolvem a falta de limites impostos, facilidade de acesso e informações enganosas que englobam s usuários, famílias e toda a sociedade.
Vivemos em uma sociedade que nos estimula muito cedo, ainda na infância, quando se observa os adultos que são referências (pais, tios, avôs) fumando, bebendo de maneira natural. Há ainda as propagandas que associam bebidas alcoólicas e cigarros à felicidade e prazer, estimulando curiosidades e a vontade de experimentarem tais substâncias.
Assim quando essa criança ou adolescente beber pela primeira vez, e se gostar da experiência, com certeza vai repeti-la por várias vezes, brotando um estímulo inicial para outras drogas, já que os efeitos tendem a reduzir a autocensura, dificultando o discernimento.
Ainda na fase da adolescência os jovens passam a ter mais liberdade e autonomia, ficam mais tempo fora de casa, com amigos, desprotegidos dos pais, buscando autoaceitação dos grupos de amigos, por quais querem pertencer e serem aceitos o que pode levá-los ao uso de drogas para que sintam-se mais sociáveis, populares. O jovem tende sempre a acreditar que está tudo sob controle, porém sabemos amparados por pesquisas que não existem graus seguros para o uso de substâncias.
A escola, em parceria com a família é um dos meios de maior importância para a vida e desenvolvimento das crianças e adolescentes, propiciando o estabelecimento de valores morais e padrões de conduta. Vale ressaltar que esses aspectos, quando bem internalizados, são considerados fatores de proteção contra o uso de drogas e, consequentemente, outras ameaças relacionados ao tráfico, violência, etc.
As estratégias utilizadas pelos pais e pela escola para educar crianças e adolescentes devem, sobretudo, prepara los para a socialização da maneira mais saudável possível.