A Defesa Civil de Piracicaba está monitorando a vazão do rio Piracicaba devido as chuvas. Além do volume de água dos últimos dias, o órgão estadual emitiu relatório prevendo precipitações de cerca de 120 milímetros para os próximos dias. De acordo com as informações da Defesa Civil do Estado de São Paulo a previsão é de tempo chuvoso até a próxima terça-feira.
De acordo com o secretário-executivo da Defesa Civil de Piracicaba, Odair de Melo, as chuvas registradas na cidade até ontem não causaram transtornos. Segundo ele, a preocupação aumenta se as chuvas se concentrarem na cabeceira do rio.
“Se o volume previsto chover o dia todo não há problema para nenhum município, às vezes chove 80 milímetros em um curto espaço de tempo e em único município, aí com certeza, a cidade terá várias ocorrências”, afirmou.
Sobre a possibilidade de transbordamento do rio Piracicaba, Melo disse que, caso chova na região de Campinas, nas cabeceiras do rio a situação se torna preocupante. “O volume vem de 67 municípios a montante (acima), vai passar tudo por aqui. Chovendo um pouco a cada dia, como agora, o rio sobe a vazão, diminui, mas não causa estragos nem transborda, o problema é vir tudo de uma vez só”, afirmou.
De acordo com o monitoramento on-line do rio pelo sistema do Consórcio PCJ, em Piracicaba a situação ainda está tranquila. “O rio não está nem em estado de atenção, a gente acompanha pelo Saisp, pela rede telemétrica, 3,70 metros exigem atenção, 4,20 metros emergência e acima de 4,70 metros ocorre o extravasamento”, afirmou acrescentando que ontem à tarde o rio apresentava 2,79 metros.
TEMPERATURAS
De acordo com o CMP (Centro de Meteorologia Paulista), a umidade e o calor estão favorecendo as chuvas, principalmente, após as 14h até as 22h, situação que é típica do Verão.
A previsão é de que essas condições climáticas permaneçam até o início de fevereiro. As chuvas são volumosas e isoladas e podem ocasionar descargas elétricas e granizo, segundo informou o graduando em gestão ambiental, Rodrigo Possebom acrescentando que, apesar das chuvas não há redução da temperatura do ar.
Beto Silva
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