ARTIGO

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Resiliência

Resiliência

Por José Osmir Bertazzoni | 16/11/2023 | Tempo de leitura: 3 min

Por José Osmir Bertazzoni


16/11/2023 - Tempo de leitura: 3 min

Quando nos inclinamos diante de um monitor para escrever um texto, o resultado está inevitavelmente vinculado ao nosso estado emocional no momento. Peço desculpas antecipadamente caso me torne confuso nesta mensagem, pois é o final da tarde e passei por um dia bastante desafiador.

Com todas as adversidades e percalços da vida, acredito firmemente na resiliência humana como a capacidade hercúlea de uma pessoa se reerguer após enfrentar uma tragédia pessoal ou coletiva. Seja devido à perda de um ente querido, um desastre natural ou uma mudança drástica na vida, a resiliência se destaca como uma qualidade vital.

É importante ressaltar que a resiliência não está presente em todos os aspectos da vida humana. Em algumas situações, podemos demonstrar mais resiliência do que em outras. Um modelo que destaco é o dos "7 C’s da resiliência" (Competência, Confiança, Conexão, Caráter, Contribuição, Combate e Controle), concebido pelo pediatra Ken Ginsberg (Dr. Ginsburg is a pediatrician, adolescent medicine specialist, Hospital of Philadelphia). Esse modelo visa ajudar crianças, adolescentes e qualquer pessoa, independentemente da idade ou fase da vida.

Os 7 C’s abrangem várias dimensões importantes: Competência, referindo-se à habilidade de lidar eficazmente com situações; Confiança, fundamental para enfrentar desafios na vida; Conexão com familiares e amigos, proporcionando uma sensação de segurança e pertencimento; Caráter, resultante da compreensão de certo e errado, permitindo o desenvolvimento da autoestima, escolhas responsáveis e contribuições para a sociedade; Contribuição, com o objetivo de fazer uma diferença positiva na sociedade, motivando relacionamentos benéficos; Combate, a habilidade de gerenciar o estresse e enfrentar obstáculos com serenidade e eficiência; e, por fim, Controle, a capacidade de aplicar um distanciamento responsável do medo.

A solidariedade é uma prática que nos torna resilientes e nos ajuda a conter o medo. Porém, tem que ser a solidariedade como uma ação efetiva, uma prática multidisciplinar constante de autoajuda. Ela nos orienta a compreender a natureza da psicologia humana, tornando-nos cada vez mais preparados para enfrentar nossos próprios "fantasmas". Cada um de nós possui seus medos, e em algum momento, teremos que conviver com eles, pois não há fuga dessa certeza. O medo é um sentimento natural e necessário para a sobrevivência, portanto, não devemos evitá-lo. Contudo, torna-se debilitante quando passa a governar nossas vidas, permeando nossas relações, tanto as mais próximas e íntimas quanto as mais distantes. Estamos em constante alerta, alguns de forma obsessiva, outros com equilíbrio e ponderação, e alguns (ou muitos) com total descaso, negando o perigo.

Vivemos em um período marcado por pandemias mortais e guerras movidas por ódio e usuras. Nos deparamos todos os dias com notícias de destruição, práticas que se tornaram comuns. Genocídios no Brasil por omissão na pandemia do coronavírus e a destruição do povo ianomâmi foram marcas irreparáveis para a nossa história. Grave também é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que se atacam em uma guerra fratricida e, agravada pelo horror do Hamas e do revide de Israel contra o povo palestino.

Quem somos nós para julgar atos alheios: juízes algozes ou algozes juízes? Creio deixar claro, desde o início deste texto, o dia desafiador que tive e meu estado emocional quando escrevi. Logo, concluo que precisamos de muita resiliência.

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Os artigos publicados no Jornal de Piracicaba não refletem, necessariamente, a opinião do veículo. Os textos são de responsabilidade de seus respectivos autores.

Quando nos inclinamos diante de um monitor para escrever um texto, o resultado está inevitavelmente vinculado ao nosso estado emocional no momento. Peço desculpas antecipadamente caso me torne confuso nesta mensagem, pois é o final da tarde e passei por um dia bastante desafiador.

Com todas as adversidades e percalços da vida, acredito firmemente na resiliência humana como a capacidade hercúlea de uma pessoa se reerguer após enfrentar uma tragédia pessoal ou coletiva. Seja devido à perda de um ente querido, um desastre natural ou uma mudança drástica na vida, a resiliência se destaca como uma qualidade vital.

É importante ressaltar que a resiliência não está presente em todos os aspectos da vida humana. Em algumas situações, podemos demonstrar mais resiliência do que em outras. Um modelo que destaco é o dos "7 C’s da resiliência" (Competência, Confiança, Conexão, Caráter, Contribuição, Combate e Controle), concebido pelo pediatra Ken Ginsberg (Dr. Ginsburg is a pediatrician, adolescent medicine specialist, Hospital of Philadelphia). Esse modelo visa ajudar crianças, adolescentes e qualquer pessoa, independentemente da idade ou fase da vida.

Os 7 C’s abrangem várias dimensões importantes: Competência, referindo-se à habilidade de lidar eficazmente com situações; Confiança, fundamental para enfrentar desafios na vida; Conexão com familiares e amigos, proporcionando uma sensação de segurança e pertencimento; Caráter, resultante da compreensão de certo e errado, permitindo o desenvolvimento da autoestima, escolhas responsáveis e contribuições para a sociedade; Contribuição, com o objetivo de fazer uma diferença positiva na sociedade, motivando relacionamentos benéficos; Combate, a habilidade de gerenciar o estresse e enfrentar obstáculos com serenidade e eficiência; e, por fim, Controle, a capacidade de aplicar um distanciamento responsável do medo.

A solidariedade é uma prática que nos torna resilientes e nos ajuda a conter o medo. Porém, tem que ser a solidariedade como uma ação efetiva, uma prática multidisciplinar constante de autoajuda. Ela nos orienta a compreender a natureza da psicologia humana, tornando-nos cada vez mais preparados para enfrentar nossos próprios "fantasmas". Cada um de nós possui seus medos, e em algum momento, teremos que conviver com eles, pois não há fuga dessa certeza. O medo é um sentimento natural e necessário para a sobrevivência, portanto, não devemos evitá-lo. Contudo, torna-se debilitante quando passa a governar nossas vidas, permeando nossas relações, tanto as mais próximas e íntimas quanto as mais distantes. Estamos em constante alerta, alguns de forma obsessiva, outros com equilíbrio e ponderação, e alguns (ou muitos) com total descaso, negando o perigo.

Vivemos em um período marcado por pandemias mortais e guerras movidas por ódio e usuras. Nos deparamos todos os dias com notícias de destruição, práticas que se tornaram comuns. Genocídios no Brasil por omissão na pandemia do coronavírus e a destruição do povo ianomâmi foram marcas irreparáveis para a nossa história. Grave também é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que se atacam em uma guerra fratricida e, agravada pelo horror do Hamas e do revide de Israel contra o povo palestino.

Quem somos nós para julgar atos alheios: juízes algozes ou algozes juízes? Creio deixar claro, desde o início deste texto, o dia desafiador que tive e meu estado emocional quando escrevi. Logo, concluo que precisamos de muita resiliência.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do SAMPI

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