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31 de março de 2023

ARTIGO

ARTIGO

O significado da Educação Inclusiva

O significado da Educação Inclusiva

Por Prof. Adelino Francisco de Oliveira | 05/03/2023 | Tempo de leitura: 3 min

Por Prof. Adelino Francisco de Oliveira


05/03/2023 - Tempo de leitura: 3 min

Houve um tempo, não muito distante, que a pessoa com deficiência era segregada, em um processo educacional que promovia sua exclusão do convívio social. A pessoa com deficiência deveria frequentar apenas escolas especiais, mantendo estrita convivência com outras pessoas também com deficiência. A verdade é que ainda há quem defenda uma concepção segregacionista e excludente de educação, advogando que a presença da pessoa com deficiência em uma sala de aula atrasaria e sacrificaria o desenvolvimento da turma em geral. Inacreditavelmente, desconsiderando a complexidade do humano, a pedagogia do banimento e da exclusão ainda está em voga e tem sido defendida cada vez mais abertamente.

A diversidade talvez seja a dimensão mais interessante do humano, que o torna singular, único, complexo. Não há nada mais equivocado do que se buscar algum tipo de padronização, normalização que tenha como função definir um modelo de pessoa. O ser humano é diverso e plural! E essa realidade existencial do humano não deixa de ser também uma característica encantadora, fascinante. Nada que é humano deve ser considerado com estranhamento.

A diversidade humana contempla também as deficiências que podem se manifestar, de maneira específica e em diferentes graus, em cada pessoa. As deficiências, que podem ser físicas, sensoriais, mentais e intelectuais, não podem se constituir como impedimentos, barreiras para o cultivo e o afloramento das potencialidades humanos e para o pleno acesso aos direitos de cidadania. E esse é o ponto central: é fundamental dar condições pedagógicas para que a pessoa com deficiência possa desenvolver, por meio do processo educacional, suas potencialidades e também garantir, mediante políticas públicas, o seu total acesso aos direitos de cidadania.

Para uma educação inclusive é fundamental estruturas adequadas, que possibilitem sua realização. Sob a égide da lei, já há a garantia de alguns direitos, mas que ainda precisam se tornar realidades efetivas em muitos contextos. A concepção da educação inclusiva pressupõe: a existência de uma sala de recursos multifuncionais, destinada ao atendimento educacional especializado; a presença do cuidador em cada sala de aula, desempenhando suas funções em parceria com o professor; o oferecimento do reforço escolar em um ambiente inclusivo, onde o aluno com deficiência, participa de aulas de reforço, recuperando conhecimentos em conjunto com os demais colegas da classe; o trabalho qualificado do professor auxiliar, com especialização em educação especial. A educação inclusiva parte de uma concepção pedagógica que entende que o processo formativo passa a ser potencializado quando há encontro, interação, troca e profunda convivência entre as pessoas que são naturalmente diferentes.

A educação inclusiva, demarcada pela convivência cotidiana, intensa, profunda, plena e complexa entre as pessoas em suas diversidades e diferenças, deve ser a referência para a organização dos espaços escolares, que devem dispor de estruturas inclusivas e com acessibilidade. Reconhecer a dignidade de cada pessoa significa garantir o seu pleno acesso aos direitos de cidadania. Destaca- -se a compreensão de que o processo formativo se potencializa para todos, mediante a rica convivência na diversidade. Por isso a educação tem que ser sempre inclusiva, educando para a autonomia e para a liberdade, tendo como referência formativa o compromisso com a construção de uma sociedade atenta à ética, à justiça, aos direitos humanos e à solidariedade.

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Os artigos publicados no Jornal de Piracicaba não refletem, necessariamente, a opinião do veículo.  Os textos são de responsabilidade de seus respectivos autores.

Houve um tempo, não muito distante, que a pessoa com deficiência era segregada, em um processo educacional que promovia sua exclusão do convívio social. A pessoa com deficiência deveria frequentar apenas escolas especiais, mantendo estrita convivência com outras pessoas também com deficiência. A verdade é que ainda há quem defenda uma concepção segregacionista e excludente de educação, advogando que a presença da pessoa com deficiência em uma sala de aula atrasaria e sacrificaria o desenvolvimento da turma em geral. Inacreditavelmente, desconsiderando a complexidade do humano, a pedagogia do banimento e da exclusão ainda está em voga e tem sido defendida cada vez mais abertamente.

A diversidade talvez seja a dimensão mais interessante do humano, que o torna singular, único, complexo. Não há nada mais equivocado do que se buscar algum tipo de padronização, normalização que tenha como função definir um modelo de pessoa. O ser humano é diverso e plural! E essa realidade existencial do humano não deixa de ser também uma característica encantadora, fascinante. Nada que é humano deve ser considerado com estranhamento.

A diversidade humana contempla também as deficiências que podem se manifestar, de maneira específica e em diferentes graus, em cada pessoa. As deficiências, que podem ser físicas, sensoriais, mentais e intelectuais, não podem se constituir como impedimentos, barreiras para o cultivo e o afloramento das potencialidades humanos e para o pleno acesso aos direitos de cidadania. E esse é o ponto central: é fundamental dar condições pedagógicas para que a pessoa com deficiência possa desenvolver, por meio do processo educacional, suas potencialidades e também garantir, mediante políticas públicas, o seu total acesso aos direitos de cidadania.

Para uma educação inclusive é fundamental estruturas adequadas, que possibilitem sua realização. Sob a égide da lei, já há a garantia de alguns direitos, mas que ainda precisam se tornar realidades efetivas em muitos contextos. A concepção da educação inclusiva pressupõe: a existência de uma sala de recursos multifuncionais, destinada ao atendimento educacional especializado; a presença do cuidador em cada sala de aula, desempenhando suas funções em parceria com o professor; o oferecimento do reforço escolar em um ambiente inclusivo, onde o aluno com deficiência, participa de aulas de reforço, recuperando conhecimentos em conjunto com os demais colegas da classe; o trabalho qualificado do professor auxiliar, com especialização em educação especial. A educação inclusiva parte de uma concepção pedagógica que entende que o processo formativo passa a ser potencializado quando há encontro, interação, troca e profunda convivência entre as pessoas que são naturalmente diferentes.

A educação inclusiva, demarcada pela convivência cotidiana, intensa, profunda, plena e complexa entre as pessoas em suas diversidades e diferenças, deve ser a referência para a organização dos espaços escolares, que devem dispor de estruturas inclusivas e com acessibilidade. Reconhecer a dignidade de cada pessoa significa garantir o seu pleno acesso aos direitos de cidadania. Destaca- -se a compreensão de que o processo formativo se potencializa para todos, mediante a rica convivência na diversidade. Por isso a educação tem que ser sempre inclusiva, educando para a autonomia e para a liberdade, tendo como referência formativa o compromisso com a construção de uma sociedade atenta à ética, à justiça, aos direitos humanos e à solidariedade.

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