09 de julho de 2026
Nossa Região

Com mais de 130 mil curtidas, página da DIG de São José é excluída após denúncia do MP

Por Da Redação@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
DIG. Delegacia é responsável pela investigação dos crimes de homicídio em São José dos Campos

Muito ativa nas redes sociais, a página da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) foi excluída por seus administradores depois do Tribunal de Justiça de São Paulo determinar a prisão de 30 policiais de São José dos Campos, incluindo delegado e investigador do setor de homicídios da delegacia. A página contava com mais de 130 mil curtidas e tinha postagens diárias de ocorrências na cidade.

O delegado da DIG Darci Ribeiro e o chefe da equipe de homicídios da delegacia Alexandre Silva, que é um dos principais responsáveis pela página da DIG no facebook, estão entre o grupo de policiais denunciados pelo Ministério Público.

A denúncia do Ministério Público apontou envolvimento de 30 policiais civis e um delegado com o tráfico de drogas, do bairro Campo dos Alemães, na região sul de São José dos Campos. 

O PCC (Primeiro Comando da Capital) pagava um 'mensalão' para policiais civis de São José dos Campos, com o objetivo de garantir o 'livre comércio' de drogas nas biqueiras localizadas no bairro Campo dos Alemães, principal reduto do tráfico na zona sul da cidade.

"Inédito. Nunca houve uma denúncia como essa na história com 30 pessoas de uma mesma cidade envolvidas. É uma coisa que extrapola qualquer expectativa. Muito preocupante, dentro de uma única cidade. São 400 paginas e escutas telefônicas. Dentro dessas paginas várias gravações e documentos apreendidos, que constam a suposta distribuição de dinheiro", disse.

MANDADOS.

O governo do Estado de São Paulo afirmou que foram cumpridos até o final da tarde desta quinta-feira 24 dos 30 mandados de prisão preventiva contra policiais civis em São José dos Campos, acusados pelo Ministério Público de participarem de um esquema para facilitar o tráfico de drogas na zona sul da cidade.

De acordo com o secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, já foi autorizado um remanejamento imediato de policiais da região para ocupar as vagas deixadas. Os agentes presos foram encaminhados para o presídio da Polícia Civil, estando à disposição da Justiça.