No mês da Consciencia Negra, celebrado precisamente no dia 20 de novembro, pesquisa do Google mostra que racismo é um dos assuntos mais comentados no país. A busca pelo termo cresceu nos últimos anos, bem como feminismo e universo LGBTQ .
O crescimento das visualizações sobre conteúdos que remetem ao tema diversidade foi de 260% nos últimos seis meses. As buscas, aliás, especificamente sobre feminismo negro cresceu em 65% no último ano. E, justamente em meio a esse interesse da população sobre o tema é que as mulheres negras têm ganhado força no debate social em canais no YouTube.
Cerca de 600 mil vídeos foram publicados na plataforma sobre o diversidade. Entre eles, 8 mil sobre empoderamento feminino; 13 mil sobre mulheres negras; 14,3 mil sobre feminismo e 50 mil sobre autoaceitação.
"A visibilidade é um ponto-chave para as mulheres negras de todas as idades, incluindo as do presente, futuro e as do passado, que lutaram pela liberdade e pela garantia de sobrevivência do povo negro", informou Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, em artigo publicado no site da instituição.
"O racismo e o sexismo apagam as contribuições das mulheres negras para o desenvolvimento do país, ao mesmo tempo em que encobrem as violações de direitos humanos delas, impedindo o fim das desigualdades com base na raça, no gênero e em outras formas de opressão e de discriminação", continuou.
A ONU, aliás, reconhece a criatividade e a ousadia de youtubers negras de enfrentarem o racismo na rede.
"São pontos de vista que colaboraram para a reverberação das vozes das mulheres, além de trazer outras demandas para a Década Internacional de Afrodescendentes (ação que reconhece que os povos afrodescendentes representam um grupo distinto cujos direitos humanos precisam ser promovidos e protegidos)", afirmou Ana Carolina Querino, gerente de Programas da ONU Mulheres, também no artigo.
ELAS POR ELAS.
Entre as youtubers que valem o clique estão: Carolina Lima ("Já tinha Carol"; Lorena Monique ("Neggata"; Patrícia Rammos ("Um abadá para cada dia"); Winnie Bueno ("Preta Expressa"; e Xan Ravelli ("Soul Vaidosa").
Segundo indicação do próprio Google, Nátaly Neri ("Afro e afins"); Ana Paula Xongani (homônimo); Gabi Oliveira ("DePretas"); Luci Gonçalves (homônimo) e Maíra Azevedo ("Tia Má") também trazem conteúdos relevantes sobre o tema..