Em 2017, um dos programas favoritos do brasileiro foi ficar em frente a TV. Segundo pesquisa do Kantar Ibope, empresa de monitoramento de mídia, aumentou em seis minutos o tempo gasto pelas pessoas em frente a TV. Foram 6h23 em média no ano passado, contra 6h17, em 2016.
A mulherada, aliás, foi responsável por 58% da audiência da televisão, e o horário predileto de quem optou ficar na frente da telinha foi das 18h às 24h.
Recente pesquisa, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que apenas 2,8% dos brasileiros não têm TV em casa.
A sondagem foi realizada no último trimestre de 2016 - via Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - e apurou que de 69,3 milhões de domicílios, só 1,9 milhão não tem televisão - destaque para o Norte do país, onde o percentual é o mais elevado (6,3%).
A pesquisa abrangeu 211.344 domicílios particulares permanentes em 3,5 mil municípios.
Por outro lado, no total de 67,373 milhões de domicílios com televisão, existiam 102.633 milhões de aparelhos, sendo 63,4% de tela fina e 36,6% de tubo - o primeiro tipo em 66,8% dos domicílios e o segundo, em 46,2%.
Mas a tendência é ir diminuindo a presença de televisões de tubo nas casas dos brasileiros porque já não se fabricam mais esse tipo de aparelho, que agora estão sendo substituídos por TVs de tela fina, do tipo LED, LCD e plasma.
Computadores.
O estudo do IBGE constatou ainda a existência de microcomputadores em 45,3% dos domicílios e somente 15,1% com tablet, o que equivale a um terço dos primeiros.
"Mas comparando as regiões Norte/Nordeste com Sul/Sudeste, são patamares bastante diferentes", observou a economista Maria Lúcia Vieira, gerente da pesquisa do IBGE, em entrevista à Agência Brasil.
Segundo os dados, no Sul/Sudeste, 53,5% e 54,2% dos domicílios, respectivamente, tinham computadores, enquanto no Norte e no Nordeste esses números não chegavam a 30%.
Se 33,6% do total de domicílios têm telefone fixo convencional, esse número sobe para 92,6% quando se trata de telefone móvel celular. "Mais de 90% das pessoas que acessam a internet usam o celular. E é maior a questão do acesso por celular no Norte (98,8%) e Nordeste (97,8%), porque é onde não tem o microcomputador", ressaltou a pesquisadora.
Celular.
No conjunto de 179,424 milhões de pessoas de dez anos de idade ou mais no Brasil, 64,7% usaram a internet nos três últimos meses que antecederam ao levantamento no domicílio, sendo 65,5% mulheres e 63,8% homens. "Quase todo mundo que utiliza o celular para acessar a internet o faz para enviar e receber mensagens de texto".
os dois motivos mais citados para a não utilização da internet foram "não saber usar" (37,8%) e "falta de interesse em acessar" (37,6%). Nas regiões Sudeste e Sul, que têm estrutura etária mais envelhecida, a principal razão alegada foi a "falta de interesse", superior a 40%.
Já nas regiões Norte e Nordeste, com população mais jovem e que acessa mais a internet, o motivo principal alegado foi "não saber usar a rede", correspondendo a 33,7% e 40%, respectivamente. No Nordeste, a explicação é que o "serviço de acesso à internet é caro" (16%). "A questão do preço parece ter um efeito negativo para a região", afirmou Maria Lúcia..