09 de julho de 2026
Viver

Após 11 anos de hiato, Pavilhão 9 está de volta

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 2 min
Retorno. Uma nova Pavilhão 9

Após um hiato de 11 anos, Pavilhão 9 está de volta. A banda lança neste mês o disco "Antes Durante Depois" e tem novidades. Além de Doze e Rhossi, sobem ao palco completando o grupo Leco Canali (bateria), Rafael Bombeck (guitarra) e Heitor Gomes (baixo).

"Houve uma mudança no mercado e resolvemos parar para dar uma estudada e ver como as coisas ficariam. Fizemos uma tentativa de retorno em 2012, mas achamos que ainda não era a hora certa. Até que há três anos voltamos a conversar sobre a possibilidade", afirmou Doze em entrevista a OVALE.

Foram ao todo nove meses de trabalho. "A gente brinca que nasceu um filho", ri o músico. Segundo ele, a boa aceitação do rap, que está mais popular; o advento da web, que facilitou a divulgação dos trabalhos; o cenário social do país e os fãs foram os responsáveis pelo retorno da banda.

Se antes as assustadoras máscaras usadas eram partes obrigatórias do show, agora elas dão espaço à "cara limpa".

"Nós sempre fomos reconhecidos por letras engajadas em causas políticas e sociais. Dizemos aquilo que as pessoas gostariam de dizer. E a máscara era uma proteção. Hoje não precisamos mais. Não vamos abandoná-la, claro, porque virou um símbolo do grupo,mas no show não ficaremos o tempo todo com ela", disse Doze.

SONORIDADE.

O som da banda ganhou ares de rock'n'roll. Heitor Gomes é um dos responsáveis pela nova "pegada". Ex-Charlie Brown Jr., ele conta que não há melhor forma de retornar aos palcos em turnê.

"Nós falamos a mesma línguas. Isso nos trouxe uma facilidade na hora de compor. O CBJR era mais ska, rock e reggae. Misturamos as letras viscerais a essa sonoridade. Mas os elementos do hip hop se mantêm. Estou muito feliz com o convite e por fazer parte da Pavilhão 9", concluiu.

Em breve, sorteio do disco da banda no Facebook de OVALE.