08 de julho de 2026
Viver

'A Comédia Divina' é o destaque nos cinemas da região

Por Da Redação@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
comédia divina

Cansado da baixa popularidade, que há séculos não assusta nem os mortais, muito menos o próprio Deus, o Diabo resolve vir à Terra, em carne e osso. Com uma nova imagem, mais elegante e sedutora, ele funda uma igreja baseada na abolição de todos os pecados, defendendo, inclusive, que a luxúria é uma forma de amor ao próximo; a gula, necessidade do corpo; e a inveja, um fator de realização profissional.

Com a atenção da mídia conquistada, apodera-se de uma emissora e seduz para a sua equipe Raquel, um ambiciosa repórter, a primeira a cair sob seu domínio. Esse é o mote do longa "A Comédia Divina", que estreia nesta quinta-feira (19) nos cinemas. Nele, Murilo Rosa é o Capeta, Zezé Motta é Deus, e Mônica Iozzi é Raquel.

"O roteiro traz uma adaptação do conto do Machado de Assis, 'A Igreja do Diabo', para os dias de hoje, de uma forma inteligente", afirmou o diretor Tony Venturi, que pela primeira vez trabalha com esses atores e em um filme com muitos efeitos especiais. Foram cinco anos de processo.

"Ainda não temos no país estrutura, 'know how' e criativos para atender uma demanda de alto nível. Estamos engatinhando nessa área de efeitos visuais. Isso também foi uma experiência nova para mim", contou.

PERSONAGENS.

Para Monica Iozzi, Raquel não é mocinha nem vilã. "Ela tem um pouco de cada. Como todo mundo. Não é uma personagem óbvia", afirmou a atriz que pretende nos próximos trabalhos focar em outros gêneros. "Os filmes que eu fiz até agora são comédias mas a partir de agora eu vou procurar outro gênero. Até para me exercitar como atriz. Senão você se prende a uma fórmula. Acho que isso não é bom para mim, como profissional, e começa a ser desinteressante para o público", contou.

Murilo Rosa disse ter se divertido no papel do Capeta. "É a primeira vez que eu faço o Diabo, mas eu já fui tentado antes", ri. "Esse diabo de chifrinhos é coisa de contos de fada. Meu personagem veste Ricardo Almeida, é chique. Ele tem várias facetas, é capaz de te seduzir, de te convencer, mas é um cara também extremamente violento, agressivo, imprevisível".

Deus, uma mulher.

Segundo Venturi, a equipe demorou a definir quem seria Deus na trama. "O convencional era o caminho mais previsível, um ator velho, com barbas brancas. Mas é uma comédia satírica, procurei uma representação mais provocativa: Deus na pele de mulher e negra", afirmou.

"O filme é uma comédia irônica, de pensamento. E também dramática e tem a ver com minha proposta de fazer um filme mais comunicativo. É também uma tentativa de termos no Brasil mais filmes médios de mercado, que procuram resultado de público e qualidade cinematográfica. Precisamos ocupar o mercado com outros gêneros"..