Embora tenham um emprego estável, um bom salário, uma família saudável, um bom lugar para morar, muitas pessoas se sentem desmotivadas, desorientadas, como se a vida não tivesse graça e a felicidade estivesse escapando por entre os dedos. Esse parece ser um típico mal do século 21: a sensação de vazio diante da rotina, que é cada vez mais corrida.
Em "Sua segunda vida começa quando você descobre que só tem uma" (Benvirá, R$ 34,90), Raphaëlle Giordano conta a história de Camille, que padece desse mesmo mal. Após sofrer um leve acidente de carro na estrada e se ver perdida, sem sinal de celular, acaba pedindo ajuda em uma casa desconhecida e é recebida por Claude, um senhor bastante gentil, com um ar de "Sean Connery".
Sentindo-se à vontade diante dele – e vivenciando um pico de frustração com sua atual vida –, a personagem desabafa sobre o quanto é infeliz: como ela é dominada por uma sensação de vazio o tempo todo, como nada parece lhe trazer felicidade... O que ela não esperava era que Claude se revelaria um "rotinólogo", ou seja, um especialista em tratar um problema bastante típico dos tempos atuais, a rotinite aguda.
Claude lhe propõe um tratamento para que ela reencontre a alegria. Embora inicialmente um pouco cética, Camille decide lhe dar um voto de confiança, e, juntos, começam a traçar sua nova trajetória de vida. Pouco a pouco, ela percebe nítidas mudanças em seus relacionamentos e no modo como encara a vida profissional e, principalmente, a vida pessoal.
Com enredo envolvente, o romance, que há mais de um ano figura na lista de best-sellers da França, mostra que com a força do otimismo é possível descobrir a magia das pequenas coisas da vida.