Em meio a todo o cenário político que vive o Brasil, uma notícia que voltou a ser comum: a indústria cortando empregos na região.
Dessa vez, foram perdidas 1.100 vagas de trabalho em agosto, o pior resultado para o mês desde 2012. Os dados são do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), e estão logo na página 3 desta edição, em matéria assinada pelo editor de Economia Xandu Alves.
E essa notícia mostra, por exemplo, a intensa montanha-russa que vivemos em relação ao emprego. O cenário mensal acabou derrubando o índice acumulado do ano, que era de 2.000 vagas abertas.
As demissões de agosto são as maiores em um único mês desde fevereiro de 2016. E encerram o bom período de julho desse ano, que registrou 550 postos abertos na região.
Não há paz quando a situação ainda é tão instável.
Esse tipo de manchete só prova que Brasil ainda não saiu da crise, como insiste em dizer o governo em reta final de mandato.
Em abril, OVALE revelou que o contingente de vagas na indústria caiu de 123 mil para 99 mil aqui na região, em apenas quatro anos, ao longo da crise econômica.
Para ver como não é fácil, os custos da indústria, com tributos e insumos, subiram 2,4% no país no começo deste ano, o maior aumento desde o fim de 2015, segundo a Confederação Nacional da Indústria.
A gravidade da crise, em geral, fica clara quando se analisa qual era a tendência anterior a 2014 -- a região tinha um saldo positivo de 210,5 mil novos empregos entre 2002 e 2013. De 2010 a 2013, o mercado ainda estava no 'azul' e a região teve a criação de aproximadamente 55 mil vagas.
Já nos últimos quatro anos (de 2014 a 2018), a RMVale registrou um saldo negativo superior a 46 mil empregos. Antes da crise, nos quatro anos anteriores (entre 2010 e 2013), o saldo era positivo, superando 50 mil empregos.
A retomada no emprego, tão prometida por Michel Temer (MDB) e sua trupe, não chegou perto do prometido. Entre tsunamis e 'marolinhas', a crise ainda deixa muitas marcas por aqui.
Resta saber até quando..