11 de julho de 2026
Nossa Região

Em defesa da vacina, Doria diz que prefere o ‘Gabinete do Amor’ ao ‘Gabinete do Ódio de Brasília’

Por @Da redação |
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João Doria na apresentação da vacina Coronavac

O governador João Doria (PSDB) criticou o “Gabinete do Ódio em Brasília” por estimular a disseminação de fake news e ataques na internet à CoronaVac, a vacina contra a Covid-19 do laboratório chinês Sinovac cuja terceira fase de testes é feita em parceria com o Instituto Butantan, no Brasil.

Segundo Doria, os ataques representam uma postura “ideológica, partidária e mentirosa” contra a vacina.

Em resposta a pergunta de OVALE durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, nesta sexta-feira (11), Doria disse preferir o ‘Gabinete do Amor’ ao ‘Gabinete do Ódio em Brasília’ de militantes e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O presidente disse no final de agosto que “ninguém será obrigado a tomar a vacina”, frase que virou peça publicitária do governo federal e que reforçou ataques na internet contra a vacinação.

“Aqui em São Paulo, tratamos esse tema [vacina] como de saúde e ciência. Não há nenhum viés político, eleitoral, ideológico e nem de origem da vacina”, afirmou Doria.

Sobre os ataques na internet, disse o governador: “Lamento muito essa postura ideológica e partidária e também mentirosa de colocações feitas nas redes sociais, lamentavelmente estimuladas pelo ‘Gabinete do Ódio em Brasília’. Nós aqui preferimos ficar com o Gabinete do Amor e da Vida”.

Secretário executivo do Centro de Contingência e ex-secretário do Ministério da Saúde, o médico João Gabbardo completou a resposta a OVALE dizendo que qualquer manifestação que desestimule a vacinação é “extremamente negativa” nesse momento. E que debater a obrigatoriedade da vacinação é “perda de tempo”.

Segundo ele, o governo federal assinou uma lei em fevereiro deste ano permitindo a agentes públicos e autoridades sanitárias tornar compulsórias ações na saúde, como exigência de testes, internações e vacinação.

“O problema não é discutir a obrigatoriedade, mas estimular as pessoas de quando tiver a vacina para que queiram tomá-la e os grupos de risco devam tomá-la. É fundamental para a interrupção da transmissibilidade e a redução de casos graves.”

E completou: “Precisamos de ações estimulantes para a população utilizar dessa ferramenta fundamental que é a vacina”.

Por fim, o médico infectologista e secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, lembrou que a vacinação reduziu a mortalidade infantil e poupou a vida de três milhões de crianças no mundo.

“O Brasil tem um dos melhores programas de imunização do mundo, e é o único que distribui pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para todos e de forma gratuita. Temos que nos honrar.”

Gorinchteyn disse que discutir se a vacina deve ou não ser tomada é “para poucos”.

“Temos que falar para muitos, que deixarão de morrer pela vacina. Temos de nos lembrar de quem morreu nesse momento para impedir que outros venham a morrer. A vacina é a única resposta.”