10 de julho de 2026
Viver

Xuxa: 'Não importa o que eu venha a fazer de bom, vão lembrar das coisas ruins'

Por Agência O Globo |
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Xuxa Meneghel

Em quase 40 anos de televisão, Xuxa fundou um "reino" cheio de simbologias e personagens próprios, como as paquitas. Lançou um glossário de palavras iniciadas com xis e até uma alternativa ao "Parabéns pra você", canção que vem animando festas de aniversário há mais de uma geração. Na vida real, a trajetória da apresentadora é mesmo a de uma Cinderela. A menina pobre que veio do Sul para o subúrbio carioca e depois virou estrela de programas no Brasil e lá fora agora lança suas "Memórias" (Globo Livros), livro no qual conta sua história usando uma linguagem tão simples que às vezes faz pensar na sua habilidade para se comunicar com o público infantil. 

Nessa conversa pelo telefone (dentro da série "Entrevista na janela"), ela não fugiu das perguntas. Nem quando interrogada sobre as razões pelas quais Marlene Mattos, a empresária que teve tanta participação na sua carreira, é mencionada tão rapidamente no livro.

Xuxa revela estar "quietinha" na pandemia ("Tenho saudade do afeto. Minha vontade não é cotovelo no cotovelo, não é "oi’’), diz que não tem vontade de casar e não esquiva sobre polêmicas do passado.

"Eu sou criticada sobre o que eu fiz ou não fiz", diz. "Fico chateada quando falam do filme que fiz quando tinha 18 anos (ela se refere à obra de 1982, de Walter Hugo Khouri, em que aparece numa cena de sexo com um ator de 12 anos). Eu queria deixar claro: não transei com um menino e não fui vendida para um prostíbulo. Minha personagem foi vendida para um prostíbulo, coisa que acontece hoje em dia. Aquilo é ficção, mas é a realidade de muita gente hoje em dia".