08 de julho de 2026
Viver

Reflexos da pandemia: distúrbios do sono

Por Marcos Eduardo Carvalho@marcosovale78 |
| Tempo de leitura: 2 min
TV, mulher, Covid e sono

A pandemia do novo coronavírus vai chegando aos sete meses de duração. E sem uma previsão de final. A quarentena ainda causa muitos impactos no emocional das pessoas. E um deles é o distúrbio do sono, com o aumento dos casos de ronco e apneia.

De acordo com a startup Biologix, de São Paulo, de janeiro a julho de 2020 houve aumento de 236% no número de exames de apneia realizados em relação ao mesmo período de 2019.

O médico psiquiatra Alberto Remezar, de São José dos Campos, especialista em sono, acredita que o possível aumento de casos pode estar sim associado aos problemas da pandemia.

"Associado a mal-estar, ansiedade angústia, faz com que as pessoas tenham mais dificuldades para dormir", diz o especialista, ressaltando ainda que as alterações dos horários de sono são um problema.

"As pessoas ficam mais em casa, veem mais televisão, acordam mais tarde e isso pode realmente atrapalha. Então também estão associados a essa alteração do próprio ritmo profissional, social", ressalta.

Segundo ele, os distúrbios do sono mais comuns são a insônia e o ronco.

"Eu não tenho dados para saber se teve aumento, mas é possível que sim por conta do aumento de peso, pois as pessoas ficam mais em casa, comem mais e, com menos atividade física, tem aumento de peso, o que pode ocasionar até apneia do sono".

Para ele, o que realmente pode fazer tudo isso melhorar é a chegada de uma vacina contra a Covid-19. Enquanto isso, recomenda o distanciamento e uso de máscara. Mas entende que atividades físicas isoladas podem ser benéficas contra os distúrbios. "Eu recomendo aos que podem, que caminhem com segurança, usando máscara, com distância de cinco metros para outras pessoas, em locais abertos e com poucas pessoas, pois a atividade física aeróbica regular ajuda muito a diminuir ansiedade, tristeza, sintoma depressivo", disse.

EMOCIONAL.

A psicóloga Simone Januário, de São José dos Campos ressalta que se preparar para o sono é tão importante quanto lavar as mãos, por exemplo. "Ler as últimas notícias da política ou sobre a crise ambiental, podem alterar o sono. Assim como ter uma DR (discussão de relação) antes de dormir. Enfim, criar uma atmosfera mais tranquila, longe de aparelhos eletrônicos pode ser uma grande ajuda".

A especialista ressalta ainda que é importante lembrar que a falta de sono pode tanto indicar quanto facilitar transtornos de ansiedade e depressão..