10 de julho de 2026
Viver

Papai Noel à distância: com pandemia, encontro com o Bom Velhinho terá distanciamento social

Por Marcos Eduardo Carvalho |
| Tempo de leitura: 3 min
Papai Noel

 O Natal está próximo. E, com a chegada das festas de final de ano, o Papai Noel tem que trabalhar de forma dobrada. Afinal, precisa dar conta de entregar os presentes para todas as crianças, em todos os lugares do mundo. E, neste período, os pequenos estão ansiosos para entregar as cartinhas ao Bom Velhinho, com os pedidos de brinquedo ou simplesmente para dar um abraço e tirar uma foto.

Porém, em 2020, o Natal será um pouco diferente. A pandemia do novo coronavírus, que ainda não tem um vacina, exige o distanciamento social e diversos cuidados sanitários. Com o Bom Velhinho não é diferente. Afinal, ele é considerado do grupo de risco. Assim, aquele contato próximo com as crianças, o abraço, o beijo, não vai acontecer fisicamente. É preciso ter paciência e esperar até o próximo ano.

E, se para as crianças vai ser triste esse distanciamento, não pense que será fácil para o Papai Noel. “A gente vai sentir muito a falta do abraço das crianças. Pois a coisa mais recompensadora é esse abraço, pois ele é carregado de ternura, carinho. Às vezes estamos cansados pelo dia inteiro de trabalho, aquela roupa que pesa 30 quilos, mas tudo isso vai embora quando elas nos abraçam”, disse Alexandre Vilela Marcondes, 40 anos, da equipe Papai Noel do Sol, que atende em cidades como Taubaté, Pindamonhangaba, Tremembé e em alguns locais de São José dos Campos.

“Gente que já foi criança, hoje traz o filho e continua acreditando em mim. Isso é muito bom, pois vê o crescimento da família. É um carinho que a gente criou carinho quase familiar com algumas crianças. A gente aconselha, ajuda na educação e esse ano esse laço não vai ter abraço, carinho. A gente fica até emocionado”, relata.

ALTERNATIVAS.

A equipe na qual Marcondes faz parte, inclusive, atua no Pátio Shopping em Pinda. Lá eles terão apenas uma carreata neste final de semana e, depois, serão gravados vídeos que ficarão no Shopping. Nas lojas e nas praças das cidades, eles vão atuar, mas de maneira limitada.

“Cada caso é um caso. Há lojas que vamos trabalhar com agendamento. Entra uma família por vez, entre a criança e Papai Noel mantém distância de dois metros. A criança conversa com ele a distância, para não contaminar e não ser contaminada”, disse, ressaltando que os protocolos determinados por cada prefeitura será seguido à risca.

Os shoppings da região estão tendo que se adaptar. Nada de Papai Noel de verdade dentro das casinhas. No Taubaté Shopping, por exemplo, ele vai aparecer na forma de holograma.

No CenterVale Shopping, em São José dos Campos, por enquanto está apenas com o Papai Noel cenográfico. A partir do dia 10, haverá uma animação de realidade aumentada no local.

Nas lojas e nas ruas da região, o Papai Noel vai utilizar uma viseira de acrílico. “A própria barba já é uma proteção”, disse o Papai Noel Alexandre Marcondes. Em alguns lugares, a tradicional casinha do Papai Noel será substituída por uma tenda, com mais ventilação.

Até mesmo a tecnologia será utilizada. Será possível, este ano, se comunicar com o Bom Velhinho através do WhatsApp, e fazer o pedido. As cartas, porém, continuam existindo. Afinal, fazem parte do espírito natalino. Mas terão que ficar três dias de quarentena em uma caixa, ou uma cesta, para que o Papai Noel possa pega-las com segurança.