Enquanto o mundo parece cada vez mais controlado e dominado por smartphones, e nós cada vez mais viciados, um movimento de abandonar tais aparelhos vem ganhando força e adeptos entre os jovens, principalmente após o início da pandemia.
Como tendência, a Geração Z, já se recusa ao uso contínuo e incessante dos smartphones que, segundo pesquisas, podem provocar tristeza, ansiedade e depressão.
A Geração Z tem o tempo de tela semanal médio de 29h e 29min, e 48% deles diz que as mídias sociais os faz sentir tristes. Particularmente durante a pandemia, muitos encontraram-se lentamente acabando com sua saúde mental ao observar compulsivamente, através de notícias no celular, o mundo entrar em crise. Com isso em mente, é compreensível que jovens estejam deixando os smartphones para sempre.
Existem jovens hoje, que não somente desligaram seus aparelhos: algumas trocaram os tais telefones inteligentes, com conexão ultra à internet e outros tantos aplicativos disponíveis, pelos velhos "tijolões", telefones vintage, que somente fazem chamadas e enviam mensagens de texto. Há também aqueles que escolheram o caminho do meio: ainda possuem um smartphone, mas o deixam em casa quando saem, usando-o somente para comunicação e notícias, como meio de combater essa dependência.
Pela primeira vez em 10 anos as vendas dos antigos telefones celulares cresceram no ano passado.
Os malefícios comprovados do uso excessivo dos smartphones se agravaram na pandemia, onde tudo se faz com o uso dos aparelhos, e os quadros de depressão e ansiedade também se multiplicaram. Quem largou o smartphone, no entanto, garante que os benefícios aparecem rapidamente.
"Em pouco tempo eu percebi uma melhora imensa no meu humor e na minha liberdade de pensamento", diz Eden, personagem de uma matéria feita pela revista inglesa Huck, que aos 22 anos largou o smartphone depois que seu iphone quebrou no início do ano passado, e desde então vem se sentido "um milhão de vezes melhor". A falta dos mapas e dos aplicativos de direcionamento são especialmente sentidas, mas a grande ausência entre os relatos é mesmo da música e das boas câmeras fotográficas: o próximo passo, quem sabe, será a retomada das icônicas câmeras digitais e dos iPods dos anos 90..