11 de julho de 2026
Viver

Um ano após 'Despedaçado', violeiro joseense Rafael Gonzá mergulha na música instrumental e lança ‘Não’

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Rafael Gonzá

Em 2020, o violeiro joseense Rafael Gonzá lançou “Despedaçado”, seu EP de estreia. Com a pandemia, os planos para circular e se apresentar foram cancelados ou adiados, assim como o de tantos outros artistas. No entanto, o momento foi de efervescência e trabalho em novas composições e em outras até então inacabadas. Desta leva, hoje ele apresenta “Não”, faixa instrumental que abre a campanha de seu compacto de duas músicas intitulado “Galáxia Jovem”.

Os timbres e as frases na viola vêm com a intenção de comunicar e abrir os significados da música. Expressar as ideias e sons que tocam na cabeça sem utilizar as palavras é desafiador, mas deixa quem ouve livre para interpretar e imaginar, a partir das referências particulares e a sugestão do título. Cada ouvinte saberá dos seus próprios” nãos”. Assim com a pandemia pode ter sido um “não” para todas as pessoas.

É difícil definir claramente as influências deste som que atravessa diversos gêneros e linguagens musicais, rádios e as infinitas possibilidades de streaming. É como se a tradição da viola caipira passasse pelo filtro de suas vivências, escutas e estudos do momento. Mas quando se trata de viola instrumental, está sempre na escuta do saudoso Índio Cachoeira e dos contemporâneos Levi Ramiro, Laís de Assis, João Paulo Amaral, entre outros e outras.

Não há uma data precisa para a criação desta música. Sem o hábito de gravar as ideias, Gonzá trabalha as músicas que surgem na cabeça e as toca repetidas vezes até que se concluam.

“A primeira melodia de “Não” nasceu comigo andando de bicicleta talvez. Fiz um dos temas pra brincar com uns amigos há muito tempo e nunca o esqueci. A música demorou um bom tempo para ficar pronta, ia mexendo aos poucos... compus uma parte, bem depois a outra. Eu componho na cabeça, mas também fico aberto aos caminhos que a viola oferece. É como se fosse uma conversa entre eu e ela. Aí então eu juntei as duas partes, gostei e fui amarrando as pontinhas”, comenta Gonzá.

No videoclipe, o minimalismo das imagens vem como um registro da gravação dos momentos compartilhados em estúdio, da performance. É uma busca pela poética do instante, sem pensar numa narrativa específica criada a partir da música. O videoclipe foi dirigido e editado por Murilo Marroco, que captou as imagens junto a Leo Santi.