09 de julho de 2026
Viver

primeiro RASCUNHO DA HISTÓRIA em pauta

Por Da Redação@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min

"O que acontece se não publicarmos?" "Nós perdemos, o país perderá". "Se publicarmos isso podemos ir para a prisão". "Kay, a decisão é sua". O dilema entre personagens abre o trailer do longa "The Post", em cartaz nos cinemas da região.

Na cena, Kay Graham (Meryl Streep) é dona do "The Washington Post", jornal que está prestes a lançar suas ações na Bolsa de Valores de forma a se capitalizar e, consequentemente, ganhar fôlego financeiro.

Na sequência, Ben Bradlee (Tom Hanks), editor-chefe do jornal, ávido por alguma grande notícia que possa fazer com que o jornal suba de patamar no sempre acirrado mercado jornalístico.

No centro da encrenca, documentos sigilosos do Pentágono que comprovam que vários governos norte-americanos mentiram sobre a atuação do país na Guerra do Vietnã.

"Recebi um roteiro chamado 'The Post - A Guerra Secreta'. E a premissa e o belo retrato pessoal de Katherine Graham bastaram para eu dizer: 'acho que é hora de fazer um filme'", disse o diretor Steven Spielberg em vídeo promocional. "A história é sobre a importância da verdade. Os detalhes da verdade. E não só as pinceladas grossas da história", continuou.

O longa é baseado numa história real. Kat foi a primeira mulher a comandar uma empresa da Fortune 500.

"Você pode ver a foto dela cercada por vários homens", lembrou Lally Graham Weymouth, filha de Kat. "Em 1971, ela comandava o jornal havia oito anos. Mas minha mãe tinha medo de cometer um erro e destruir a empresa", continuou Don Graham, também filho da empresária.

eNCONTROS.

Essa foi a primeira vez que Meryl Streep e Spielberg trabalham juntos em um filme. "Sempre admirei o trabalho dele, mas nunca havia sido convidada para um filme seu", contou ela. "A sua maneira de filmar é 'improvisativa'. Chegamos e 'nada de ensaio'. Isso me chocou!", lembrou ela.

Por outro lado, é o quinto longa em que o diretor dirige Tom Hanks. Mas é também a primeira vez que Meryl e Hanks atuam juntos na tela. "Foi uma honra ver e fazer parte disso", cravou Spielberg.

"Assim que peguei o roteiro contei quantas cenas teria com ela. Quantas vezes terei essa oportunidade?", riu o ator. "Não há um só momento em que ela não reage a você. É mágico", completou.

"Todos sabem que ele é gentil, mas Tom também é muito inteligente. Ele sempre está adiante de todos na sua presença", retribuiu Meryl.

Feminismo.

O longa é não só um tributo a Katherine, uma mulher que foi protagonistas do seu tempo, mas tem a missão de inspirar novas

gerações.

"Não havia na época muitas mulheres em posições de poder. Em 1971, em Washington (EUA), elas ainda deixavam a mesa enquanto homens falavam sobre 'coisas importantes'", afirmou a atriz.

Ao fim das filmagens, Spielberg reuniu toda a equipe feminina para uma foto, como homenagem.

Em tempo, "The Post" concorre a Oscar, Melhor Filme e Melhor Atriz..