Se um homem quer proteger o que é seu, ele deve fazê-lo por conta própria. Essa é a premissa de "Desejo de Matar", longa que estreia nesta quinta-feira (10) nos cinemas da região.
Trata-se de um remake (refilmagem) do clássico homônimo dos anos 1970 - então inspirado no livro de Brian Garfield. Na ocasião, Charles Bronson vivia o protagonista.
Agora, este é vivido por Bruce Willis - ator que tem andado sumido nas salas de cinemas do Brasil.
Agora, ele se une ao cineasta Eli Roth na nova produção. A premissa é a mesma da anterior: Willis é Paul Kersey - que originalmente era um arquiteto de Nova Jersey e agora é um cirurgião de Chicago.
Homem pacato, depois que sua mulher e sua filha são vítimas de uma invasão domiciliar dominada por extrema violência, ele, sem esperança na ação policial, decide fazer justiça com as próprias mãos e se torna uma verdadeira máquina assassina com foco na manutenção da ordem. Assim, passa a eliminar todos os bandidos que a ameaçam.
mortes.
O longa marca o retorno de Willis aos longas de ação. "Queríamos trazer de volta aquele grande e clássico Bruce Willis que todos conhecemos e amamos, e fazemos uma atualização divertida e incrível de um clássico reverenciado", afirmou Roth em entrevista ao portal "Yahoo!".
Na produção, a inspiração do diretor foi em cineastas como Sam Raimi (ator), Peter Jackson (roteirista) e David Cronenberg, considerados por ele, visionários. Roth estudou ainda a história da violência.
"O interessante sobre 'Desejo de Matar', é que não é um cara da CIA saindo da aposentadoria. Você sabe que ele não é John Wick, assassino profissional", afirmou Roth, fazendo referência a longa "De Volta Ao Jogo" (2014).
"Ele é um cara normal, cirurgião, pai e que nunca pegou uma arma em sua vida. Ele aprende a lidar com a arma assistindo vídeos no YouTube", continuou.
"A cada morte e à medida em que ele se aproxima das pessoas que fizeram aquilo com sua família, ele ganha uma nova habilidade, ficando ainda melhor. E, ao final, ele está muito mais perto de John McClane", ressaltou Roth, lembrando outro personagem de Willis, em "Duro de Matar" (1988).
Ou seja, dedicação: aquilo que fez Paul tornar-se um bom cirurgião, o fará um grande assassino.
Por outro lado, segundo o diretor, não espere um banho de sangue na tela. Este não é um filme para realizar uma contagem de corpos. O foco é a vingança.
Observações.
Em tempo, o trailer esteve envolto de polêmicas, entre elas, a banalização do porte de armas e seu uso excessivo. Alguns espectadores apontaram ainda tendências ao racismo e intenções políticas. Esteja ciente ao ir ao cinema..