09 de julho de 2026
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itaú cultural pede perícia de obras após denúncias

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Comodato. 'Rua da Cruz', uma das gravuras de Emil Bauch

DAS AGÊNCIAS. Uma denúncia balançou o mundo das artes plásticas nesta semana: a coleção "Brasiliana", do Itaú Cultural, pode estar abrigando gravuras raras roubadas da Biblioteca Nacional.

Quem garante é Laéssio Rodrigues de Oliveira, considerado o maior ladrão de obras raras do país e que atualmente se encontra preso na penintenciária Milton Dias Moreira, em Japeri, na Baixada Fluminense.

Segundo Oliveira revelou por carta ao jornal "Folha de S.Paulo", ele mesmo foi autor do roubo e vendeu as obras ao colecionador Ruy Souza e Silva, ex-marido de Neca Setubal, herdeira do Itaú. Souza Silva, que informou tê-las vendido ao Itaú Cultural em 2005, negou.

Trata-se de oito pranchas criadas pelo artista viajante alemão Emil Bauch (1823-1874) e suspeitas de pertencerem ao álbum "Souvenirs de Pernambuco", impresso em 1852.

Ao saber do caso, Eduardo Saron, diretor da instituição paulista, disse ter ligado imediatamente Helena Severo, da Biblioteca Nacional, para fazer o transporte das obras para o Rio de Janeiro, onde elas serão periciadas.

Em 2004, foram roubadas cerca de 1.200 obras de arte da biblioteca. A perícia será feita por técnicos do setor de Iconografia da Biblioteca, em parceria com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). O laudo será encaminhado a Polícia Federal..