10 de julho de 2026
Viver

Scalene se apresenta pela primeira vez em São José

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 2 min
Scalene

Se acreditassem na máxima de que toda banda de rock de Brasília (DF) tem desde o seu nascimento vocação para o sucesso, Scalene faria parte dessa "suposta" estatística.

Nascida no berço de Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial e Raimundos, entre outras, Scalene é fruto da reunião de amigos que, em 2009, focaram na música. Um trabalho bem feito é sempre bem visto... Não à toa, estouraram no país todo, em 2015, após "SuperStar", talent show da Globo, onde terminou vice-campeã.

De lá para cá, inflaram-se de seguidores as redes sociais, houve dois discos ("Éter", em 2015, e "Magnetite", em 2017) e inúmeros convites para shows. E é a turnê do último álbum que a banda traz a São José nesta sexta-feira (16), em sua primeira apresentação na cidade.

"É um estigma. As pessoas têm essa percepção de que há muitas bandas de rock em Brasília. Mas a verdade é que existe a mesma quantidade de qualquer outro lugar...", afirmou Lucas Furtado, baixista da Scalene. "Mas, uma coisa é fato: ouvimos muita música de qualidade. Não só rock, mas jazz, bossa nova, choro", continuou.

A ideia de sucesso, para o grupo também é controversa. "Não tem essa de 'estouramos', 'chegamos lá', 'conseguimos'. Na música temos de trabalhar continuamente. E graças a esse trabalho é que tivemos oportunidades incríveis, como a do programa, fizemos um show no Lollapalooza, no Rock in Rio, ganhamos um Grammy Latino. Mas nao podemos dizer que basta. Estamos sempre atentos ao próximo desafio", disse o músico.

Turnê.

Em "Magnetite", a Scalene mostra o resultado de suas mais recentes influências musicais - MPB, música eletrônica e R&B - ao mesmo tempo em que faz experimentações.

Riffs de guitarra e linhas de baixo são as inspirações do stoner rock e do post-hardcore a partir das quais o grupo se lança. "Sempre achei intrigante os pontos de intersecção entre o rock e algumas características da música nordestina", exemplifica, em nota, o vocalista Gustavo Bertoni, que também toca guitarra.

Além deles, estão na banda Tomás Bertoni, também na guitarra; e Philipe "Mkk" Nogueira, na bateria.

Para 2019, há novidades à vista. "Estamos com ideias novas, bem diferente do que fazemos hoje. Mas ainda não sabemos se elas culminarão em um novo disco, um DVD ou outra mídia. Mas será diferente. É tudo o que posso dizer", faz mistério Furtado.

Serviço.

O show acontece no Hocus Pocus Studio & Café (r. Paraibuna, 838, Jd. São Dimas). A casa abre às 22h. Os ingressos custam a partir de R$ 30 (promocional com doação de 1kg de alimento)..