Aos 85 anos de idade, Eva Wilma nem cogita a aposentadoria, mas também não alimenta grandes sonhos. "Nessa fase da vida a gente faz uma coisa de cada vez. Aproveitamos o momento", contou.
Segundo ela, convites não têm faltado. "Mas só faço um novo trabalho quando me apaixono pela ideia", disse a atriz, que estava no Rio de Janeiro gravando uma participação na novela "O Tempo Não Para" (Globo), próxima trama das 19h, substituta de "Deus Salve o Rei". "É bom se manter ativa ainda mais no trabalho que você gosta. Preenche a vida, principalmente nessa fase", continuou Eva.
A atriz festeja seus 65 anos de carreira nos palcos e traz a São José, "Casos e Canções", peça em que compartilha memórias e experiências que viveu sob os holofotes. Nela, Eva dá vazão a dois de seus dons: o canto e a dança.
"Fui bailarina dos nove aos 19 anos e cheguei a me profissionalizar. Então começaram a aparecer convites para a televisão e pedi demissão do balé", revelou.
Já o dom do canto é uma herança de seus pais. "Desde a minha infância, eu e meu pai cantávamos juntos em casa. Depois, fiz aulas particulares de violão e canto com Inezita Barroso (1925 - 2015) - antiga apresentadora do programa 'Viola, Minha Viola' (TV Cultura)".
Luzes.
Entre as canções que Eva interpreta no espetáculo, "Urapuru" e "Azulão", do repertório de Inezita; "Samba em Prelúdio", de Baden Powell e Vinicius de Moraes, em que lembra de sua convivência com Powell; e "Felicidade", de Lupiscinio Rodrigues, que remete a sua infância.
Na ponta da língua, historias da convivência com colegas que construíram a cultura das artes cênicas do nosso país. "É um bate-papo de improviso. Cada espetáculo é único".
Também no palco os músicos Johnnie Beat, seu filho, e William Paiva.
Serviço.
A peça está em cartaz no teatro Colinas (av. São João, 2200) no sábado (21), às 21h, e domingo (22), às 19h. Ingressos a partir de R$ 60..