09 de julho de 2026
Tóquio-2020

Com mais de 100 medalhas de ouro, Brasil se consolida como potência paralímpica

Por Marcos Eduardo Carvalho |
| Tempo de leitura: 4 min
Alessandro da Silva

O Brasil fez bonito durante a sua participação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que se encerram neste início de setembro. Aliás, durante a semana, a deleção brasileira atingiu uma marca histórica ao ultrapassar a casa das 100 medalhas de ouro na história das disputa.

Mais do que títulos e medalhas, o principal é a superação e a história de vida de cada um deles, que foram para o Japão em meio às tensões da pandemia da Covid-19 e em meio a muito e trabalho e preparação, mesmo com muitos deles sem poder treinar direito por muito tempo por causa da quarentena.

Assim, o Brasil fez bonito e mostrou força, como era esperado, dentro das disputas paralímpicas. O país se consolida como uma das grandes potência mundiais das Paralimpíadas.

Até a manhã esta última sexta-feira, a deleção brasileira estava em sétimo lugar dentro do quadro de medalhas em Tóquio, com 20 ouros, 14 pratas e 25 bronzes, um total de 59 medalhas.

Com isso, o Brasil cumpre, com sobras, a meta de ficar entre os dez primeiros colocados durante a disputa que começou há duas semanas no Japão. E os atletas voltam para casa ainda mais fortalecidos e cientes de que as limitações físicas podem ser superadas com muito trabalho e dedicação.

Não só os atletas brasileiros, mas também os dos outros países que foram para a disputa.

DESPEDIDA.

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio também marcam a despedida das piscinas de um dos principais, talvez o principal, expoente do esporte paralímpico brasileiro, o nadador Daniel Dias, de Bragança Paulista.

Assim, após quatro participação em Paralimpíadas, Dias fecha sua carreira com 27 pódios conquistados. Foram 14 medalhas de ouro, sete de prata e outras seis de bronze.

“Gostaria de agradecer a Deus pelo dom que me deu, por tudo que me deu no esporte. Obrigado. A palavra é gratidão. É difícil conseguir falar. Espero que muitas crianças, com deficiência ou sem, estejam vendo e assistindo. Acreditem no sonho de vocês. A deficiência não define quem somos. Gratidão é o principal sentimento agora”, disse o atleta brasileiro após sua última disputa, durante esta última semana.

Agora, o paratleta de 33 anos encerra sua participação com ‘chaves de ouro’, ao ser o porta-bandeiras da delegação brasileira no encerramento dos Jogos em Tóquio, neste domingo. Uma homenagem mais do que justa.

DESTAQUES.

Além dele, o Brasil teve também outros grandes destaques na disputa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, como a equipe de goalball masculina, por exemplo, que conquistou a inédita medalha de ouro, bastante comemora da pela equipe.

Aliás, no feminino, o Brasil teve uma atleta representante de São José dos Campos, Victoria Amorim, que compete na equipe do Instituto Ahtlon, que tem o diretor Kelvin Bakos como um dos integrantes da delegação brasileira.

Outro paratleta que marcou os Jogos de Tóquio, não só pelas conquistas, mas também pela alegria e irreverência, foi o nadador Gabriel Araújo.

Afinal de contas, ele ganhou três medalhas, sendo duas de ouro e uma de prata. E sempre animado, brincando e dançando.

“As três medalhas têm um espaço especial no meu coração. Fico feliz por também poder mostrar minha alegria. Sempre estou sorrindo e dançando. É uma felicidade poder inspirar as crianças, com deficiência ou sem", disse o atleta mineiro.

Ainda na natação, outra atleta brasileira fez história foi Maria Carolina Santiago, com cinco medalhas, sendo três de ouro, uma de prata e uma de bronze.

Agora, é ir para casa, comemorar e já começar a pensar nas próximas Paralimpíadas.

Afinal de contas, Paris-2024 está logo ali e, por causa do adiamento em um ano dos Jogos de Tóquio, o ciclo olímpico desta vez será também um ano mais curto.

Atleta da equipe de Taubaté fatura duas medalhas

Alessandro da Silva, de Mauá, mas que compete pela equipe de Taubaté, foi para os Jogos Paralímpicos de Tóquio e fez valer a sua condição de favorito, conquistando a medalha de ouro na prova de lançamento de disco masculino classe T11, na última quarta-feira (1) no Estádio Olímpico. Esta foi a segunda conquista do brasileiro no Japão, que ficou com a prata no arremesso de peso classe F11. Atual detentor do recorde mundial da prova, de 46,10 metros (m), o paulista estabeleceu o novo recorde paralímpico, 43,16 m, em sua segunda tentativa, e garantiu a conquista no Japão. Assim, Alessandro é mais um que faz história nos Jogos Paralímpicos e vai embora para casa com duas medalhas e muita comemoração.