11 de julho de 2026
Crime

Agente penitenciário e amante viram reús em ação do MP sobre envolvimento com facção de traficantes

Por Patrick C. Santos |
| Tempo de leitura: 2 min
Durante a primeira fase da operação, realizada em dezembro do ano passado, a polícia apreendeu drogas, uma balança e alguns invólucros destinados à embalagem de drogas na casa do agente penitenciário. A amante estava na casa dele

Um casal, formado por um agente penitenciário e sua amante, tornou-se réu em uma ação do MP (Ministério Público) por conta de envolvimento ligado ao tráfico de drogas em Caraguatatuba. Segundo informações, o casal, envolvido com uma facção criminosa, facilitava a entrada de entorpecentes no CDP (Centro de Detenção Provisória) da cidade.

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O casal foi preso em dezembro de 2021, mas o possível envolvimento com uma facção criminosa foi apontada à Justiça pelo promotor Renato Queiroz de Lima e aceita na última segunda-feira (31).

De acordo com o MP, estima-se que cerca de R$ 40 mil tenha sido lucrado pelos criminosos.

O papel do agente penitenciário na infração enquadrava-se na facilitação na entrada de drogas no CDP, localizado na estrada Pirassununga, no bairro Porto Novo de Caraguá. Tal delito ocorreu, no mínimo, quatro vezes.

Já a amante era responsável por manter a ponte entre o servidor público e uma facção criminosa.

Prisão

Durante a primeira fase da operação, realizada em dezembro do ano passado, a polícia apreendeu drogas, uma balança e alguns invólucros destinados à embalagem de drogas na casa do agente penitenciário. Haviam 255 gramas de maconha e 45 papelotes de cocaína.

A casa da mulher também era um alvo que seria visitado mais tarde, no entanto, quando a polícia foi à casa de seu amante, ela estava lá.

Nesse momento, ambos confessaram manter um relacionamento extraconjugal e foram presos.

O promotor Renato Queiroz denunciou o caso ao Ministério Público e a denúncia foi acolhida no último dia do mês de janeiro deste ano. As defesas pediram que eles aguardassem o julgamento em liberdade, mas o juiz decidiu pela manutenção da prisão.

OVALE entrou em contato com a Sap (Secretaria de Administração Penintenciária) para saber a situação de cada um dos acusados. De acordo com a pasta, "o servidor em questão está preso no Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos e a mulher citada pela reportagem na Penitenciária Feminina 2 de Tremembé".