O avanço da economia chinesa no segundo trimestre de 2020 contribui para que o dólar comercial perca força contra moedas de países emergentes nesta quinta-feira. Às 9h50, a moeda americana recuava 0,55% frente o real, valendo R$ 5,354. No mercado acionário, embora do Ibovespa (índice de referência da Bolsa de SP) recue 0,1%, ele opera aos 101.693 pontos.
Os economistas consultados pela agência Reuters estimulavam que o avanço no período seria de 2,5%. Embora o percentual tenha superado as expectativas, os dados econômicos são avaliados com cautela pelos investidores.
Quem puxou o PIB do país foi a indústria, que recebeu forte ajuda governamental para se recuperar. O consumo ainda não subiu tanto.
"A composição do dado, no entanto, acabou trazendo sinalizações mistas, com uma recuperação puxada principalmente pela indústria - impulsionada fortemente por estímulos do governo - enquanto o consumo continuou abaixo dos níveis pré-crise", escreveram os analistas da Guide Investimentos.
Eles acrescentam que "a economia chinesa avança, mas os sinais claros de que a crise segue abalando a confiança do consumidor local e externo trazem questionamentos sobre a sustentabilidade do ritmo da retomada".
Este cenário mais pessimista sobre o consumo chinês fez com que as Bolsas asiáticas fecharem em queda nesta quinta. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 4,81%, maior perda desde 3 de fevereiro.