A Bolsa fechou em forte queda e o dólar subiu após novos dados do mercado de trabalho americano mostrarem aumento da procura por seguro desemprego.
Além disso, a tensão política entre EUA e China afetou o humor dos investidores e manteve a aversão ao risco elevada.
O dólar comercial subiu 1,92% cotado a R$ 5,21.
Na B3, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, recuou 1,91% aos 102.293 pontos.
As bolsas americanas fecharam com desvalorização expressiva. O S&P500 caiu 1,23%; o Dow Jones recuou 1,31% e o Nasdaq perdeu 2,29%.
Nos EUA, o número de pedidos de seguro-desemrego voltou a subir. Na semana encerrada em 19 de julho, foram 1,4 milhão de pedidos, depois de 15 semanas consecutivas de queda.
Na semana anterior, 1,3 milhão de americanos haviam pedido o auxílio.
Com isso, desde março, são 52,7 milhões de pedidos de seguro-desemprego nos EUA por conta da pandemia.
A China alertou nesta quinta-feira que será forçada a reagir depois que os Estados Unidos ordenaram o fechamento de seu consulado em Houston, uma medida que o Ministério das Relações Exteriores chinês disse ter "prejudicado severamente" as relações.
Em relatório, os analistas da Rico investimetos observam que, apesar do cenário de tensão entre China e EUA, os investidores estão na expectativa de um novo pacote de estímulos estimado em US$ 1 trilhão, que deverá ser entregue pelos republicanos ao Congresso americano.
Ações da Oi disparamAs ações ordinárias da Oi subiram mais de 19%, enquanto os papéis preferenciais avançaram 7% após o contrato de exclusividade com a Highline para a negociação da unidade móvel da Oi, que está em recuperação judicial desde junho de 2016.
Já os papéis ordinários da Vivo caíram 3%, enquanto as ações ON da TIM recuaram 8%. TIM, Vivo e Claro tinham feito uma proposta conjunta pela unidade móvel da Oi.
Na Ásia, as principais Bolsas fecharam no vermelho diante dos desdobramentos que a crise sino-americana pode trazer no comércio entre as duas maiores economias do mundo.