O Plano São Paulo de flexibilização gradual da economia no estado vai passar por mudanças de critérios a partir do dia 31 de julho. Depois de chegar a conclusão de que as regras atuais obrigam a manutenção de leitos abertos sem necessidade e quase inviabilizam o progresso para as fases verde e azul durante a pandemia do coronavírus, será feita uma chamada de "recalibragem", a mudança foi estudada ao longo do mês e deve ser anunciada na segunda-feira.
Pelos critérios atuais, a promoção para a fase verde exige taxa de ocupação de leitos de covid-19 abaixo dos 60%. Ocorre que isto significa manter por tempo indeterminado vagas que não são usadas, gerando custos e diminuindo a capacidade de hospitais. Prefeitos reclamaram da situação no começo do mês e agora o governo estadual vai alterar esse percentual.
De acordo com o portal de notícias UOL, o índice estudado é de 75%, mas o martelo não foi batido. Outra mudança é que uma região que permanecer quatro semanas na mesma fase do Plano São Paulo terá direito a progredir de estágio. Os novos critérios começam a valer em 31 de julho.
Entre os argumentos usados pelos prefeitos para convencer o governo do estado a promover a mudança está o gasto e também a retomada de outros procedimentos médicos como cirurgias eletivas e tratamento de doenças crônicas. Além do uso da infraestrutura da rede de saúde, a manutenção de leitos desnecessários de covid-19 absorve mão de obra.
Haveria inclusive casos de hospitais privados que alugaram vagas para municípios e agora estão com pressão no atendimento não covid. Estes estabelecimentos já informaram que não renovarão os contratos.