A Organização Mundial de Saúde (OMS) reforçou nesta segunda-feira (29/6) a importância dos governos focarem no combate ao Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, deixando de lado ideologias e evitando a politização dos esforços. Foi o que afirmou o diretor executivo de emergências, Michael Ryan, em coletiva de imprensa, ao ser perguntado sobre como o Brasil estava lidando com a pandemia:
"As Américas, como um todo, ainda demandam muita atenção e enfrentam desafios. O Brasil precisa focar seus esforços nos locais densamente povoados e (também) nas áreas rurais. Todos os países têm desafios, e é preciso pensar coletivamente, para o bem de toda população. Em momentos como esses, em que temos que agir juntos, às vezes somos governados por quem não gostaríamos. Mas não vamos combater o vírus com ideologias" afirmou, sem citar nomes.
Para Ryan, esse é o momento de todos, inclusive políticos, de "se olharem no espelho" e se questionarem se as suas ações têm sido, de fato, suficientes para combater a doença.
Ele reafirmou que, apesar dos desafios e das complexidades do país, o Brasil já demonstrou ter capacidade para lidar com outros vírus ao longo de sua história, como o da Febre Amarela. Mas lembrou que o país registra 1/4 dos novos casos da América Latina e que o continente já é responsável por quase 50% dos diagnósticos da doença em todo o mundo.
Durante a coletiva, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que a pandemia do coronavírus está longe de ter terminado e que o "pior ainda está por vir".
No domingo, o total de infectados pelo novo coronavírus no mundo ultrapassou a marca de 10 milhões e 500 mil mortes, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.
Mais cedo, a organização divulgou o boletim que apontava para um número recorde de novos casos em apenas 24h: mais de 189 mil.