O Brasil fechou 331.901 postos de emprego formais em maio, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Economia.
Só entre março e maio — meses afetados pela crise do coronavírus — o número de vagas perdidas chegou a 1.487.425.
Os dados correspondem ao saldo entre admissões e demissões e fazem parte do chamado Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), baseado nas informações enviadas pelos empregadores ao governo.
Queda nas admissões impacta resultadoO saldo de maio foi influenciado principalmente pelo ritmo mais fraco de admissões, quando comparado ao mesmo período do ano passado. As contratações somaram 703.921, recuo de 48% frente ao registrado em maio de 2019: 1.347.304.
As demissões chegaram a cair no período, registrando 1.035.822, recuo de 21% frente às 1.315.164 contabilizadas em maio do ano passado.
Apesar do resultado negativo, o balanço de maio representou uma recuperação em relação ao mês anterior, considerado pela equipe econômica o ponto mais crítico da crise econômica causada pela pandemia.
Em abril, as demissões superaram as contratações em 902.841, respondendo por 60% do saldo negativo registrado entre março e maio.
Na semana passada, a pasta informou que os pedidos de seguro-desemprego — outro indicador sobre a situação do mercado — somaram 3,64 milhões entre janeiro e a primeira quinzena de junho, o que representa uma alta de 14,2% em relação ao mesmo período do ano passado.