07 de julho de 2026
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Cannabis medicinal: avanços

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Cannabis

Epilepsia, autismo, glaucoma, Alzheimer, dores crônicas e outras doenças podem ser tratadas com produtos à base da cannabis medicinal. No Brasil, em novembro de 2019, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regulamentou a venda de produtos medicinais à base da planta nas farmácias brasileiras, mediante prescrição médica. A produção também foi autorizada, mas só com matéria prima importada.

"Hoje, muitos estudos sobre o uso medicinal da maconha ainda são bastante enviesados por preconceito. Em todo o mundo, 40 países já legalizaram a canabis medicinal e é uma tendência global. Nos Estados Unidos, por exemplo, temos 33 estados com a maconha já regulamentada e desde 2018 a produção do canho com baixo teor de THC é legalizada", conta Diego de Carvalho, diretor de portfolio da Nurnberg Messe Brasil, uma das principais promotoras de eventos e congressos do mundo, que em novembro realizará em São Paulo o WNTC (We Need To Talk about Cannabis), que traz à tona o debate sobre os avanços da cannabis medicinal mundo a fora.

"Em nosso país, a regulamentação permite que produtos com THC ou CBD para uso medicinal podem ser comercializados pelas farmácias mediante a prescrição medica. Antes, os pacientes precisavam de uma autorização da Anvisa para importar o medicamento, o que adiava o tratamento e os tornava mais caros", explica Diego, que completa: "A regulamentação da Anvisa exige que as empresas fabricantes apresentem certificações, autorizações e certificados das boas práticas de modo a garantir o controle e sua qualidade medicinal".

O cultivo de cannabis para fins terapêuticos ou científicos no Brasil não é permitido, mas algumas famílias que alegam dificuldades financeiras para comprar a medicação têm conseguido na justiça autorização para plantar

COVID.

A Abrace (Associação Brasileira de Apoio a Cannabis Esperança) realizou uma pesquisa que pode avaliar o impacto dos canabinoides no tratamento dos sintomas de estresse agudo e crônico em profissionais da saúde que atuam na linha de frente da Covid-19.

A entidade, única no Brasil a ter permissão judicial para cultivar cannabis para uso medicinal, abriu espaço para recrutar 300 médicos e enfermeiros para um estudo clínico com óleo a base de substâncias encontradas na planta. A pesquisa foi validada no final de junho pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e será conduzida por profissionais da UFSC e da Abrace.

"Acreditamos no uso da cannabis medicinal para melhora da saúde e qualidade de vida. Não hesitaríamos em utilizar, por exemplo, entre os membros de nossa família", relata Fabiano Ribeiro, da F3 Entretenimento..