Apontando para o início da retomada, a economia brasileira registrou alta de 1,3% em maio na comparação com o mês anterior, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) divulgado nesta terça-feira.
No mês de abril, a queda de 8,2% registrada pelo IBC-Br foi a maior da série histórica iniciada em 2003. O mês é apontado por especialistas como o pior da crise.
Números de setores da economia mostraram números melhores em maio depois de quedas históricas em abril. O comércio varejista registrou recuperação de 13,9%, a indústria avançou 7% em maio. No entanto, o setor de serviços, mais afetado pela crise, teve a quarta queda seguida.
Apesar da alta em maio em comparação com abril, em relação a maio do ano passado, a queda foi de 14,2%. o índice do mês veio um pouco abaixo das expectativas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). A instituição esperava alta de 1,9% em relação a abril e queda de 14,1% em relação a maio de 2019.
O IBC-Br é uma prévia aproximada do PIB (Produto Interno Bruto) calculada pela autoridade monetária e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 2,25%.
O índice incorpora informações sobre o nível de atividade em três setores: indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
Já o PIB, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é mais abrangente e também se baseia, por exemplo, em índices de orçamentos familiares e inflação. É a soma de tudo que foi produzido no país.