Considerado sob risco de morte pelo seu estado de saúde, o ex-ministro e ex-deputado federal Geddel Vieira Lima teve prisão domiciliar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta terça-feira. A decisão foi do ministro Dias Toffoli.
A decisão temporária afirma que a condição de saúde de Geddel "justifica a adoção de medida de urgência para preservar a sua integridade física e psíquica". A medida tem a duração da Recomendação nº 62 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) sobre o coronavírus nas prisões, prorrogada recentemente até setembro.
O relatório médico feito na unidade prisional cita um resultado positivo para a Covid-19 em um teste rápido em 8 de julho, e um resultado negativo em um exame (do tipo PCR) logo depois, em 11 de julho. O médico diz que Geddel precisa de exames complementares, o que, na prisão, podem "demorar um período que pode cursar com graves complicações na saúde do paciente, que podem cursar com aumento de morbidade e até mortalidade".
São citados ainda outros problemas de saúde do ex-ministro do governo Temer, como picos hipertensivos, diagnóstico de depressão dentro da unidade prisional quando ainda estava na Papuda, em Brasília, e suspeita de um câncer.
Preso desde 2017, Geddel foi transferido para a Bahia, seu estado de origem, em dezembro de 2019. Em outubro do ano passado, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 14 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro e associação criminosa.