A empresa alemã de biotecnologia BioNTech e a farmacêutica americana Pfizer divulgaram, nesta segunda-feira, dados adicionais de sua vacina experimental contra o coronavírus que provam que ela é segura e foi capaz de induzir resposta imunológica nos pacientes.
Os resultados referem-se a um teste feito na Alemanha com 60 voluntários saudáveis e complementam o anúncio, feito no início do mês, de dados positivos de um teste em estágio inicial, nos Estados Unidos. Assim como aconteceu nos EUA, após tomarem duas doses da vacina, os voluntários produziram anticorpos. Segundo as empresas, esses dados deverão agora ser revisados para sua publicação oficial.
Há uma semana, duas vacinas experimentais desenvolvidas em parceria pelas BioNTe e pela Pfizer já haviam recebido a designação de "via rápida" da FDA, a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, equivalente à Anvisa. Tanto a BNT162b1 quanto a BNT162b2 seriam as mais avançadas entre as outras quatro que estavam sendo avaliadas pelas duas companhias em testes nos EUA e na Alemanha.
Em maio, a empresa de biotecnologia Moderna Inc, que está desenvolvendo uma potencial vacina usando tecnologia semelhante à Pfizer e BioNTech, também ganhou o status de "via rápida" para sua candidata a vacina contra a Covid-19.
Atualmente, cerca de 150 possíveis vacinas estão sendo desenvolvidas e testadas no mundo todo para frear o avanço da Covid-19.
A vacina chinesa que será testada pelo Instituto Butantan no Brasil chegou ao país na madrugada desta segunda-feira. O carregamento foi trazido por um voo de Frankfurt, na Alemanha, que aterrissou no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O imunizante é produzido pela empresa Sinovac Biotech e é a segunda fórmula testada oficialmente em solo brasileiro, junto da candidata criada pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido).
Vacina de Oxford contra a Covid-19 é segura e induz resposta imune ao coronavírusUm artigo publicado nesta segunda-feira pela revista científica The Lancet concluiu que a vacina candidata da Universidade de Oxford (Reino Unido), produzida em parceria com o laboratório AstraZeneca, se demonstrou segura e estimulou a produção de anticorpos e células T contra o novo coronavírus. A fórmula está sendo testada no Brasil em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Os testes iniciais envolveram 1.077 pessoas. O resultado é promissor, mas a vacina ainda precisa ser testada em outras etapas para garantir não apenas sua segurança, mas também uma imunização consistente a longo prazo. De acordo com a Lancet, a fórmula estimulou respostas imunológicas "potentes" a nível celular e humoral se aplicada em dose dupla.