O número de casos confirmados de Covid-19 no Brasil subiu para 1.719.660, indica o boletim das 8h do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira. Os números são consolidados a partir das secretarias estaduais de Saúde. O total de óbitos é de 68.089.
As estatísticas da pandemia no Brasil são divulgadas três vezes ao dia. O próximo levantamento será divulgado às 13h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde na gestão do interino Eduardo Pazuello.
Desde o último boletim fechado, às 20h da última quarta-feira, foram notificados 3.464 novos casos de Covid-19 e 34 mortes a mais pela doença. A secretaria piauiense corrigiu o número de obitos no estado após o levantamento publicado pelo consórcio ontem. Segundo a pasta, quatro óbitos tiveram a causa "retificada". Os números do boletim desta manhã foram atualizados pelas secretarias de Saúde de Ceará, Goiás, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima. Ontem, o país chegou oficialmente à marca de 1,7 milhão de casos.
Curva de mortes.
O Brasil que, até ontem, contabilizava 68.055 mortes por coronavírus, vê a Covid-19 disseminar-se de diferentes formas em cada região. A média de óbitos cresce vertiginosamente no Sul, atinge uma vacilante estagnação no Sudeste e cai em poucos estados, como Amazonas, Pará e Rio de Janeiro. O diagrama nacional dos casos fatais segue reto há mais de um mês. O problema é que estacionou em um nível alto demais, um comportamento que não foi visto na maioria das outras nações.
Mesmo os estados que conseguiram reduzir a média de óbitos devem seguir cautelosos. No Ceará, por exemplo, a queda do índice de mortes foi interrompida conforme a Covid-19 avançou para o interior do estado. Já o Rio de Janeiro pode ser motivo de novas preocupações nas próximas duas ou três semanas, diante do agravamento do quadro de saúde de pessoas que estariam sendo infectadas atualmente, quando a capital fluminense passa por um período de relaxamento social.
Velocidade galopanteA epidemia da Covid-19 parece longe de estar sob controle no Brasil, com taxa de contágio em alta na última semana. O coronavírus aterrissou oficialmente no Brasil em fevereiro, chegou aos 100 mil casos em maio, atingiu 1,6 milhão no último domingo, e os cientistas ainda têm dificuldades para saber quando o número galopante de contágios será freado.
Pesquisador da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, Gabriel Maisonnave Arisi destaca que a pandemia cresce em um "ritmo absurdo", constantemente chegando a quase 50 mil casos por dia — e esse índice, ressalta, pode ser até seis vezes maior, considerando a taxa elevada de subnotificação.
"A pandemia pode até atingir o platô na Grande São Paulo, mas vemos seu fluxo para cidades do interior, onde sequer há estrutura para atendimentos de saúde básica', alerta.