O prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) anunciou, nesta segunda-feira, que a capital mineira terá 13 barreiras sanitárias a partir da próxima semana. A verificação das condições de saúde de quem quer acessar BH será feita por servidores da Secretaria Municipal de Saúde, agentes da BHTrans e Polícia Militar. Estes profissionais vão parar carros e ônibus na entrada da cidade e aferir a temperatura dos passageiros. Os pontos onde as barreiras serão implementadas ainda não foram divulgados.
Kalil voltou a pedir para que as pessoas fiquem em casa e não descartou possibilidade de lockdown. "A população de Belo Horizonte tem 3 anos e meio que me conhece, não espantem se Belo Horizonte for trancada, não espantem", disse o prefeito. "É o povo que vai determinar a abertura ou o lockdown de Belo Horizonte".
Kalil voltou a dizer que a reabertura do comércio em Belo Horizonte está previsto para dia 25 de maio, se os moradores da cidade respeitarem o isolamento social.
Segundo o prefeito, a capital mineira tem 214 leitos de Unidade de Terapia Intensiva e 524 de enfermaria exclusivos para pacientes com Covid-19. E há mais 688 UTIs e 1.516 enfermarias capazes de serem ativadas em "curtíssimo tempo". Kalil afirmou também que a cidade contratou 900 profissionais e tem 17 ambulâncias para transporte exclusivo de pacientes com a doença.
Kalil também reforçou que a partir da terça-feira começa a distribuição de mais de 2 milhões de máscaras para a população. Segundo o prefeito, estão sendo investidos mais de R$ 70 milhões por mês só no combate à Covid-19. Foram disponibilizadas mais de 620 mil cestas básicas entre famílias de crianças matriculadas na rede municipal, moradores de vilas e favelas e ocupações. Fora as cestas básicas, foram distribuídas 700 mil refeições e seis mil kits de higiene.
'Importação' de pacientes.
O prefeito disse ainda que BH está "importando doentes" de outros estados. Segundo o prefeito, são cinco do Pará, um do Rio de Janeiro, um do Espírito Santo e dois de São Paulo. "A Secretaria de Saúde está entrando em contato com a Anvisa, porque parece que a Vale resolveu realmente que Minas Gerais é o cemitério preferido dela. A maioria vem de Carajás, do Pará, onde está a grande exploração do Brasil e do minério. Então, eu quero dizer que estas 'fake news' que estão espalhadas, que nós estamos tomando providências. Avisar a Vale que aqui não é cemitério. Se eles tiram dinheiro lá que invistam lá, porque têm muito dinheiro", disparou.
De acordo com Kalil, nunca houve uma conversa dele com os prefeitos Marcelo Crivella, do Rio, ou Bruno Covas, de São Paulo, sobre receber pacientes das cidades dos estados vizinhos. Ele disse se sentir ofendido que pacientes dos estados venham para a capital mineira. "Todo dinheiro que foi posto aqui é para a nossa população que está se sacrificando".