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Em videoconferência com empresários da região, Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central, disse que é necessário ampliar os planos econômicos de socorro aos micro e pequenos empresários durante a crise causada pelo novo coronavírus.
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Na reunião virtual com o grupo Desenvolve Vale, no último dia 12, o economista disse que o governo federal se encontra em uma encruzilhada. "Em outros países, os governos chegam a comprometer até 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em políticas financeiras de socorro tanto às empresas quanto às pessoas que perderam a renda. Mas, no Brasil, a dívida chega a 90% do PIB, enquanto outros países contam com uma média de 50%. Como pagar essa conta?".
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"Neste momento, é importante que o governo se coloque para oferecer as garantias para que os bancos possam liberar o crédito, tão importante para as pequenas empresas. Como a crise não tem uma data prevista para terminar, os bancos estão receosos para a liberação desse crédito", afirmou.
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Goldfajn descartou a possibilidade de colapso financeiro, mas advertiu que as empresas precisam se preparar para uma crise que pode ser longa. "Não sabemos como e quando isso vai acabar. Por isso, é importante se preparar para o que as pessoas já vêm chamando de 'novo normal', adaptando-se às novas demandas da sociedade".
Moção de Apoio
A Câmara de Jacareí aprovou na última quarta-feira (13) uma moção de apoio ao prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), “pela competente representatividade da Região do Vale do Paraíba nas discussões na defesa da flexibilização do comércio nas cidades organizadas nas medidas preventivas e protetivas ao enfrentamento à pandemia provocada pela Covid-19”.
Decisão tormentosa
A moção foi apresentada pela vereadora Lucimar Ponciano (MDB). “Tormentosa em sua essência, decidir-se pela economia e a saúde, é tarefa das mais preocupantes para nossas autoridades, que devem se pautar em dados corretos e em uma avaliação ímpar da situação que hoje vivemos. Vidas estão em jogo. Por isso, nossas congratulações a essas autoridades que possuem, neste momento de crise, a difícil função de conduzir milhares de pessoas por entre a escuridão”.