O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, não foi "prudente" de ter ido ao encontro de manifestantes pró-governo que estavam domingo na Esplanada dos Ministérios. No sábado, um grupo bolsonarista jogou fogos de artifício no STF (Supremo Tribunal Federal), o que gerou reações de ministros da Corte. O encontro de Weintraub aumentou a pressão no Palácio do Planalto pela demissão, e Bolsonaro afirmou que está tentando "solucionar" o caso.
"Eu não coordeno nem convoco nenhuma manifestação. Toda vez que houve manifestação pacífica, compareci e cumprimentei o povo. Quanto à participação do ministro no dia seguinte, não foi (o mesmo) grupo de pessoas, que soltou fogos, acho que não foi muito prudente de participar. Não foi um bom recado. Apesar de não ter falado nada de grave. Não estava representando o governo, estava representando a si próprio… Como tudo cai no meu colo, é mais um problema que estamos tentando solucionar", disse Bolsonaro, em entrevista ao canal Bandnews.
No domingo, sem máscara, Weintraub afirmou que já havia dito anteriormente "o que faria com esses vagabundos", ao responder a um ativista que reclamou que pagava impostos para os "corruptos roubarem". Na reunião ministerial de 22 de abril, que teve o conteúdo divulgado pelo STF, Weintraub defendeu a prisão de ministros da Corte e os chamou de vagabundos.
Durante a entrevista, Bolsonaro também elogiou o novo ministro das Comunicações, Fábio Faria, a quem chamou de um "amigo particular de algum tempo". "Tínhamos necessidade de melhorar comunicação como um todo. Fábio Faria foi na minha cota pessoal para ajudar nas comunicações. A questão de ter parlamentares (no ministério) não tem a nada a ver com fisiologismo. Fábio Faria entende do assunto e acredito no trabalho dele".