O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou nesta quinta-feira a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, quando era deputado estadual no Rio de janeiro. Ele foi preso em Atibaia (SP), por ordem do juiz Flávio Itabaiana, e foi levado ao Rio de Janeiro, onde ficará detido. Queiroz e o senador são investigados pelo esquema da rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio.
"Não sou advogado do Queiroz e não estou envolvido nesse processo. Queiroz não estava foragido e não havia nenhum mandado de prisão contra ele. E foi feita uma prisão espetaculosa. Já deve estar no Rio de Janeiro, deve estar sendo assistido por seu advogado, e que a Justiça siga o seu caminho. Mas parecia que estavam prendendo o maior bandido da face da Terra", disse o presidente durante transmissão ao vivo nas redes sociais.
"Tranquilamente, se tivesse pedido ao advogado, creio eu, o comparecimento dele a qualquer local, ele teria comparecido. Por que estava naquela região de São Paulo? Porque é perto do hospital de onde faz tratamento de câncer."
Em reunião pela manhã com os ministros de Justiça, André Mendonça, Secretaria Geral, Jorge Oliveira e Advocacia-Geral da União, José Levi, Bolsonaro considerou haver uma perseguição do Judiciário. Na avaliação do presidente, há uma tentativa de criar um clima de instabilidade no governo.“Encaro com tranquilidade os acontecimentos de hoje. A verdade prevalecerá! Mais uma peça foi movimentada no tabuleiro para atacar Bolsonaro. Em 16 anos como deputado no Rio nunca houve uma vírgula contra mim. Bastou o Presidente Bolsonaro se eleger para mudar tudo! O jogo é bruto!”, escreveu Flávio no Twitter.
Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) compartilhou uma publicação que traz uma lista de outros deputados investigados pela mesma suspeita — um suposto esquema de rachadinha Alerj — e questionou porque apenas Queiroz foi preso. “Realmente é um fato no mínimo intrigante...”, escreveu Eduardo.