11 de julho de 2026
Brasil

Defesa de Queiroz pede à Justiça prisão domiciliar para ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Por Agência O Globo |
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Fabricio Queiroz ex assessor e ex motorista do senador Flavio Bolsonaro é preso em um sítio no interio de São Paulo foto

A defesa de Fabrício Queiroz apresentou à Justiça do Rio de Janeiro nesta sexta-feira um pedido de habeas corpus para a troca da prisão preventiva por prisão domiciliar por tempo indeterminado. Queiroz é ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e foi preso na quinta-feira, em Atibaia, no interior de São Paulo, por suspeita de integrar um esquema de rachadinha na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Catta Preta menciona o "atual estágio da pandemia do coronavírus" e argumenta que Queiroz "é portador de câncer no cólon e recentemente se submeteu à cirurgia de próstata".

"Não há dúvidas da urgência no pedido que justifica a concessão da liminar, sob pena do paciente ter agravamento de sua saúde, colocando em perigo sua vida, conforme se extrai dos laudos médicos acostados à presente impetração", argumenta o advogado.

A defesa também fez referência à documentação para comprovar que Queiroz passou por uma cirurgia há cerca de dois meses. Segundo o texto, os advogados não conseguiram prontuários ou laudos médicos, porque a Santa Casa de Bragança Paulista, cidade do estado de São Paulo, requereu uma "determinação legal" para a entrega dos documentos.

A solicitação deve ser analisada pela desembargadora Suimei Cavalieri, 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Tratamento de Queiroz

Em maio de 2019, Fabrício Queiroz realizou tratamento no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A reportagem revelou que ele pagou em espécie R$ 64,58 mil por uma cirurgia e desembolsou, também em dinheiro vivo, outros R$ 60 mil para pagar a equipe médica, além de R$ 9 mil para quitar um débito com um médico oncologista.

Além da prisão de Queiroz, o Ministério Público pediu à Justiça também a prisão da mulher dele, Márcia de Oliveira Aguiar, por ela ter recebido pelo menos R$ 174 mil em espécie antes de pagar, também com dinheiro vivo, as despesas do marido no hospital.