A Polícia Federal cumpre na manhã desta sexta-feira três mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e Ceará, com o objetivo de combater organização criminosa hacker especializada na invasão de sistemas informatizados de órgãos públicos, para exposição de dados privados de servidores e autoridades públicas. A operação foi batizada de "Capture the flag". O mesmo grupo de hackers teria vazado dados privados do presidente Jair Bolsonaro.
Eles seriam os administradores da conta do Twitter "DigitalSp4ce", que reivindicou o ataque e que hoje está suspensa da rede social, segundo a colunista Bela Megale.
De acordo com a PF, integrantes do grupo hacker investigado obtiveram e expuseram de forma ilícita dados pessoais de mais de 200 mil servidores e autoridades públicas, com o objetivo de intimidar e constranger tanto as instituições quanto as vítimas que tiveram seus dados e intimidade expostos.
Segundo o inquérito, a organização teria invadido sistemas de universidades federais, prefeituras e câmaras de vereadores municipais nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, de um governo estadual e diversos outros órgãos públicos. No Rio Grande do Sul, foram mais de 90 instituições invadidas pelos hackers.
Há indícios, ainda, da prática de outros crimes cibernéticos por parte da organização criminosa, como compras fraudulentas pela internet e fraudes bancárias. A PF investiga os supostos crimes de invasão de dispositivo informático, corrupção de menores, estelionato e organização criminosa.